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Os preços de bares e restaurantes do Espírito Santo podem subir cerca de 25% com o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho. A estimativa é do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Espírito Santo (Sindbares). A projeção considera um cenário em que os estabelecimentos repassem aos consumidores os custos adicionais que não conseguirem compensar.
Segundo a entidade, o setor depende de um grande número de trabalhadores. Além disso, muitos estabelecimentos concentram o atendimento à noite, nos fins de semana e nos feriados. Por isso, a mudança poderá exigir novas contratações e ajustes nas escalas para manter o funcionamento nos horários de maior movimento.
A redução da jornada sem diminuição salarial também poderá elevar as despesas com pessoal e encargos trabalhistas. Consequentemente, os custos adicionais podem reduzir as margens de lucro, sobretudo dos pequenos e médios negócios.
Em nota, o sindicato afirma que apoia a melhoria das condições de trabalho. No entanto, defende planejamento e um período de transição para que as empresas consigam se adaptar.
“O sindicato ressalta que não é contrário à melhoria das condições de trabalho, mas defende que mudanças dessa dimensão sejam acompanhadas de planejamento, transição adequada e medidas concretas do poder público para reduzir os impactos sobre as empresas”, informa a entidade.
Entre as alternativas, o Sindbares propõe a desoneração da folha de pagamento e a revisão dos encargos sobre o trabalho formal. Além disso, destaca que bares e restaurantes já enfrentam dificuldades com a carga tributária, os juros elevados e o acesso ao crédito.
Fonte: Folha Vitoria