anucie aqui * 728x90-1
Banner Prefeitura Vila Velha INTERNET
Banner Prefeitura de Cariacica
Prefeitura de Cariacica -  B OBRAS PELA CIDADE

O que mantém a empresa familiar viva

Uma sucessão bem conduzida transmite não apenas o patrimônio e o comando, mas também o sentido do negócio

Por Redação em 16/10/2026 às 09:00:22
Foto: Canva

Foto: Canva

*Artigo escrito por Diego Barros, advogado especialista em Direito Empresarial e Societário

No último dia 5 de outubro celebrou-se o Dia Internacional da Empresa Familiar, um convite a olhar para o modelo de negócio que sustenta a economia brasileira e, ao mesmo tempo, para o desafio que mais ameaça a sua continuidade: a sucessão.

Os números dão a dimensão do tema. Segundo o IBGE, cerca de 90% das empresas do país têm perfil familiar e respondem por aproximadamente 65% do PIB e 75% dos empregos.

Estão na padaria do bairro, na indústria do interior e nos grandes grupos com atuação nacional.

Apesar desse peso, poucas atravessam gerações. Pesquisas da PwC indicam que cerca de 30% apenas chegam à segunda geração e que em torno de 12% alcançam a terceira.

Por que tantas ficam pelo caminho? Raramente por falta de mercado ou de competência técnica. O que costuma faltar em muitos casos é o preparo para a passagem do bastão.

A família empresária precisa compreender que a sucessão não um evento, é um processo.

O tema deve deixar de ser um tabu e passar a ser discutido com antecedência, como parte de uma estratégia de longo prazo.

Empresas que se preparam, atravessam esse período de forma muito menos turbulenta.

Essa preparação exige atenção a três dimensões que convivem na empresa familiar: a família, o negócio e a propriedade.

A estruturação de boas práticas de governança existe justamente para harmonizar esses três pilares.

Protocolo familiar, acordo de sócios, conselho de família e plano sucessório são instrumentos que estabelecem regras essenciais para o ingresso de familiares na gestão, para a preparação e a escolha dos sucessores e para a tomada de decisões.

Regras definidas em tempos de paz evitam disputas em tempos de crise.

Mas a governança não serve apenas para prevenir litígios. Ela também preserva aquilo que diferencia a empresa familiar das demais empresas, a sua identidade.

É aqui que entra a ideia de valor e de propósito. Uma sucessão bem conduzida transmite não apenas o patrimônio e o comando, mas também o sentido do negócio, ou seja, os valores que devem continuar orientando as próximas gerações.

Outro ponto decisivo é entender que sucessão não significa só escolher um herdeiro para ocupar o lugar do fundador.

O processo envolve identificar competências e preparar lideranças. Sempre deve-se separar os vínculos afetivos das responsabilidades empresariais.

Nem todo familiar precisa estar na gestão, assim como a continuidade do negócio pode exigir a presença de executivos profissionais ao lado da família.

O mais importante é construir uma transição baseada em critérios objetivos, responsabilidades bem definidas e capacidade de liderança, garantindo que a próxima geração esteja efetivamente preparada para exercê-la.

A empresa familiar que cultiva propósito e valores sólidos e trata a sucessão com planejamento e governança tem muito mais chances de permanecer viva por gerações.

A melhor homenagem que uma família empresária pode prestar ao próprio legado é começar essa conversa, afinal perenidade não é sorte, é construção.

Fonte: Folha Vitoria

Comunicar erro
anucie aqui * 728x90-2
Banner Prefeitura Cariacica  A CARIACICA TE CHAMA

Comentários

728x90-3
Banner vila vela refins