No ano passado, a campanha Padrinho Legal levou alegria para diversas crianças. Foto: Divulgação Neste ano, a Private Construtora participa pela primeira vez da iniciativa. A empresa adotou 20 cartinh
Quase 300 crianças de Cariacica e Vitória terão um sábado (17) especial, marcado pela realização de sonhos e pela solidariedade. A oitava edição do Padrinho Legal, campanha promovida pelo Instituto Marca, braço social da Marca Ambiental, vai presentear 289 crianças de até 13 anos atendidas por projetos sociais da instituição.
A entrega dos presentes será realizada na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Zaíra Manhães de Andrade, em Nova Rosa da Penha, Cariacica, como parte das comemorações do Mês das Crianças.
A iniciativa tem uma proposta diferente: em vez de pedir brinquedos ou presentes específicos, as crianças escrevem cartas contando suas histórias, seus interesses e o que sonham ser quando crescer. Entre os desejos estão profissões como jogador de futebol, bombeiro, policial e ginasta. Algumas também compartilham sonhos relacionados às próprias famílias.
As cartas são entregues a colaboradores de empresas capixabas, parceiros e voluntários, que escolhem uma criança para apadrinhar e decidem como transformar aquela história em um presente ou experiência especial.
Os participantes são alunos de projetos de música, canto e coral e atividades esportivas que integram o Programa Ciranda do Saber, desenvolvido pelo Instituto Marca nos bairros Nova Rosa da Penha, em Cariacica, e Joana D'Arc, em Vitória.
Empresas abraçam a campanha
A mobilização começa dentro da própria Marca Ambiental, onde mais de 70% dos colaboradores participam do apadrinhamento.
Segundo a presidente do Instituto Marca, Mirela Souto, a campanha já se tornou uma tradição entre os funcionários.
“Os nossos colaboradores abraçam o projeto de um jeito que emociona. Quando chega outubro, ninguém precisa pedir, eles vêm atrás da cartinha. E é esse exemplo que a gente leva quando convida um cliente ou um parceiro”, conta.
Neste ano, a Private Construtora participa pela primeira vez da iniciativa. A empresa adotou 20 cartinhas e mobilizou seus colaboradores para presentear as crianças.
De acordo com a gestora de marketing da construtora, Juliana Vieira, a adesão foi imediata. Ela destaca que as histórias chamaram a atenção pela preocupação das crianças com o futuro e pelo desejo de ajudar suas famílias.
“Algumas falam sobre kickboxing, outras sobre o desejo de se tornarem chefs de cozinha ou jogadores de futebol. Mas algo chamou especialmente a nossa atenção: mesmo tão jovens, elas já demonstram uma preocupação com o futuro, com o desejo de conquistar uma profissão, ter uma boa condição financeira e ajudar na renda de suas famílias”, relata.
A experiência também inspirou a empresa a planejar novas ações sociais. A construtora pretende lançar uma plataforma interna para incentivar o voluntariado, com a proposta de apoiar uma instituição diferente a cada mês.
Sonhos que vão além dos presentes
Ao longo das oito edições, o Padrinho Legal já proporcionou experiências que ultrapassaram a entrega de brinquedos.
Mirela Souto relembra o caso de uma criança que escreveu na carta que sonhava em ajudar a mãe a reformar a casa. Sensibilizado, o padrinho reuniu amigos e fornecedores para arrecadar recursos destinados à obra.
Outro menino, que desejava ser policial, recebeu a visita de uma equipe de segurança pública. Ele teve a oportunidade de conhecer uma viatura, conversar com os profissionais e acompanhar o trabalho de um cão farejador.
Também houve crianças que ganharam seus primeiros instrumentos musicais, como teclado e violão, incentivando o desenvolvimento de novos talentos.
Cartas também recebem respostas
A empresa GDL, parceira da campanha desde 2019, desenvolveu uma forma especial de participar. Além dos presentes, muitos colaboradores escrevem cartas de resposta para as crianças apadrinhadas.
Segundo a engenheira ambiental Vânia Batista Rangel, a intenção é mostrar que cada história foi lida com atenção e carinho.
“Mais do que presentear, buscamos demonstrar que cada criança é importante, que sua história merece ser ouvida e que seus sonhos têm valor”, afirma.
Entre os relatos recebidos neste ano, uma das histórias que mais sensibilizaram os colaboradores foi a de uma menina que sonha em ser advogada para ajudar um familiar que está preso.
Para Vânia, o relato reforça a importância de acolher as crianças e respeitar suas histórias de vida.
Festa para toda a comunidade
A entrega dos presentes se transformou em uma celebração que reúne crianças, familiares, voluntários e representantes das empresas participantes.
Para Mirela Souto, mais importante do que o presente é a sensação de acolhimento proporcionada pela campanha.
“Em oito edições a gente entendeu que o presente é a parte visível. O que fica é a criança saber que alguém leu a história dela e se importou. Por isso a entrega virou festa dentro do bairro, com as famílias ali. O pertencimento não se entrega embalado”, destaca.
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Fonte: Rede sim Noticias - ES