Uma mulher, identificada como Lucelena dos Santos, de 30 anos, foi assassinada na madrugada deste domingo (13), em Jabaeté, Vila Velha. O marido dela, Murilo Vinicius de Oliveira Santos, foi preso como principal suspeito.
Segundo a polícia, Murilo disse que encontrou Lucelena pendurada em uma corda e tentou socorrê-la, mas apresentou contradições durante os relatos. O caso foi registrado como homicídio.
O filho de Lucelena, de quatro anos, contou à família que “uns caras mataram a mãe dele”. Segundo a polícia, o crime teria acontecido na frente da criança. Um bebê de dez meses também estava na residência.
Na madrugada de domingo, Lucelena e outras três pessoas bebiam em casa, segundo familiares. Depois da discussão com o marido, vizinhos viram os dois discutindo no meio da rua. Esse foi o último momento em que ela foi vista com vida.
Por volta das 9h, a família recebeu a informação de que algo havia acontecido e que Lucelena tinha sido socorrida. Ao chegarem à UPA de Riviera da Barra, os parentes descobriram que ela havia morrido.
Segundo a versão apresentada pelo marido, ele teria encontrado Lucelena pendurada em uma corda e a retirado do local para tentar socorrê-la.
A família, porém, contestou a versão. Um parente que teria ido ao imóvel antes da remoção relatou que ela estava ajoelhada, com o pescoço para baixo, e considerou a posição incompatível com a hipótese de suicídio.
Além disso, familiares relataram que o imóvel estava revirado e que Lucelena apresentava marcas no pescoço e um dos braços quebrados.
Ainda segundo a família, o menino de quatro anos foi o primeiro a contar aos parentes o que teria acontecido. Ele teria chegado à casa da avó dizendo que havia visto o tio colocar a mãe em uma corda.
Família relata mudança de comportamento
Lucelena era mãe de três filhos e dona de casa. Ela foi velada na Capela Mortuária, no bairro Vale Encantado, em Vila Velha, onde parentes e amigos acompanharam a despedida.
A família informou que Lucelena mantinha um relacionamento com o suspeito havia aproximadamente dois anos. Os dois eram vizinhos antes de começarem a se relacionar.
Parentes disseram que ela mudou de comportamento depois de iniciar a relação. Antes, segundo a família, era comunicativa, participava de encontros familiares e mantinha proximidade com os parentes.
Com o tempo, teria se afastado da mãe, dos irmãos, das irmãs e dos primos, além de defender o companheiro durante discussões com a família. Familiares também relataram que Lucelena aparecia com marcas no pescoço e roxos nas pernas, mas dizia que havia se machucado.
O filho mais velho de Lucelena, de 12 anos, afirmou que não presenciava diretamente as situações porque ficava na casa de um tio, mas via a mãe com roxos quando voltava. “Eu não presenciava nada, porque eu ia pra casa do meu tio, aí quando eu voltava, ela estava com roxo”, relatou.
A família também afirmou que o suspeito tinha uma passagem comprada para a Bahia. Segundo amigos de Lucelena, ele chorou na UPA de Riviera da Barra após levá-la à unidade. O suspeito foi preso e levado à delegacia, segundo a polícia.
Dois suspeitos foram presos
A Polícia Civil, por meio do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), informou que prendeu em flagrante, neste domingo (13), dois homens, de 23 e 19 anos, suspeitos de envolvimento na morte de Lucelena.
Mais detalhes sobre a prisão e a investigação serão divulgados em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (14), na Chefatura da Polícia Civil.
A família pede Justiça e punição pelo crime. “Minha irmã vai ser mais uma pra estatística”, afirmou a irmã de Lucelena.
Com informações da repórter Marla Bermudes, da TV Vitória/Record.
Folha Vitória