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		<title>Saúde - Portal Noticias Capixaba</title>
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			<title>Portal Noticias Capixaba</title>
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			<title>Doação de órgãos após morte de familiares ganha memorial em hospital no ES</title>
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			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
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			<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 21:00:14 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[Famílias que, mesmo diante da perda de um parente, autorizaram a doação de órgãos e tecidos no Espírito Santo foram homenageadas em um memorial inaugurado nesta sexta-feira (25), no Hospital Vitória Apart Serra. A iniciativa integrou as ações do Setembro Verde e busca também incentivar uma conversa que pode ser decisiva: manifestar ainda em vida o desejo de ser doador.O espaço pretende preservar a memória dos doadores e reconhecer familiares que precisaram tomar a decisão em um...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Famílias que, mesmo diante da perda de um parente, autorizaram a <strong>doação de órgãos e tecidos no Espírito Santo</strong> foram homenageadas em um memorial inaugurado nesta sexta-feira (25), no Hospital Vitória Apart Serra. A iniciativa integrou as ações do Setembro Verde e busca também incentivar uma conversa que pode ser decisiva: manifestar ainda em vida o desejo de ser doador.</p><p>O espaço pretende preservar a memória dos doadores e reconhecer familiares que precisaram tomar a decisão em um momento de luto. A cerimônia de inauguração contará com profissionais do hospital e parentes de doadores. Entre as histórias que ajudam a explicar o significado da iniciativa está a da família de Adilson. Em 2022, após a morte dele em decorrência de um câncer no intestino, as filhas Juliana e Thainara Mendes autorizaram a doação das córneas do pai.</p><p>Para elas, permitir que outras pessoas fossem beneficiadas também trouxe um novo significado à despedida.</p><p>“Meu pai sempre foi um homem muito saudável, mas entre o diagnóstico e a morte dele tivemos pouco tempo. Naquele momento de dor e sofrimento, pensar que a gente poderia cuidar de alguém e trazer algum conforto para outra família trouxe conforto para a nossa família também”, conta Thainara Mendes, de 30 anos.</p><p>A família acreditava que Adilson aprovaria a decisão.</p><p>“A gente se sente grato por, mesmo diante da dor, poder cuidar de alguém. Sabíamos que ele ficaria muito feliz e orgulhoso por estarmos ajudando outra pessoa”, afirma.</p><p>Conversa em vida pode ajudar família a decidir</p><p>A experiência de Juliana e Thainara toca em um dos principais pontos da campanha do <strong>Setembro Verde</strong>, mês dedicado à conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. No Brasil, a doação depende da autorização da família. Por isso, comunicar aos parentes o desejo de ser doador pode facilitar uma decisão que geralmente precisa ser tomada em um momento de forte impacto emocional.</p><p>Para Lívia Frigeri, intensivista e coordenadora médica do Hospital Vitória Apart, o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador pode aumentar a dificuldade enfrentada pelos parentes. “Quando a família nunca conversou sobre doação, eles precisam tomar uma decisão sem saber exatamente o que o familiar gostaria. Por isso, uma conversa simples feita em vida pode fazer uma diferença enorme”, explica.</p><p>Segundo a médica, a possibilidade de ajudar outras pessoas não elimina a dor da perda, mas pode dar outro significado àquele momento. “Mesmo diante de uma perda que não pode mais ser revertida, aquela família pode possibilitar que outras pessoas tenham uma nova oportunidade.”</p><p>Como começa o processo de doação de órgãos?</p><p>Antes de qualquer possibilidade de doação, a prioridade da equipe médica é salvar a vida do paciente. Em algumas situações, porém, apesar dos esforços, uma lesão irreversível pode levar à <strong>morte encefálica</strong>.</p><p>O diagnóstico segue um protocolo rigoroso e é realizado por médicos habilitados para confirmar a perda completa, definitiva e irreversível das funções do cérebro e do tronco encefálico.</p><p>Uma das dúvidas enfrentadas pelas famílias é como uma pessoa pode ter morrido se o coração ainda apresenta batimentos. Lívia explica que aparelhos e medicamentos conseguem manter temporariamente a oxigenação e a circulação. “Por isso, morte encefálica é morte, mesmo que aparelhos mantenham temporariamente a respiração e os batimentos cardíacos”, esclarece.</p><p>Família tem a palavra final sobre doação</p><p>Depois da confirmação da morte encefálica e da avaliação da possibilidade de doação, a equipe conversa com os familiares e esclarece dúvidas sobre o procedimento.</p><p>É nesse momento que ocorre a autorização.</p><p>Segundo Andreia Pereira, presidente da comissão de doação de órgãos do Hospital Vitória Apart, para maiores de 18 anos, a autorização pode ser dada por familiares até o segundo grau de parentesco. Para menores de idade, é necessária a autorização dos pais ou do responsável legal.</p><p>No caso da família de Adilson, o acolhimento durante o processo ficou marcado na memória das filhas. “Fomos muito bem acolhidos pelo hospital. Tudo o que estávamos vivendo era um choque, algo que nunca tinha acontecido na nossa família”, recorda Thainara.</p><p>“Enquanto ele estava sendo cuidado pela doença, nós também precisávamos de cuidado. Em meio à nossa dor e sofrimento, pensar que poderíamos cuidar de alguém trouxe um significado diferente para aquele momento.”</p><p>O que acontece após a autorização?</p><p>Com o consentimento da família, são realizados exames e avaliações para identificar quais órgãos e tecidos podem ser utilizados com segurança.</p><p>A Central Estadual de Transplantes coordena o processo, enquanto equipes especializadas realizam a captação. A distribuição segue critérios do Sistema Nacional de Transplantes e considera os pacientes que aguardam por transplante.</p><p>O tempo é determinante. Órgãos sólidos precisam chegar rapidamente aos receptores porque possuem períodos limitados de viabilidade fora do organismo. Tecidos como as córneas, por outro lado, passam por procedimentos específicos de preparação e conservação.</p><p>“O tempo é muito precioso na doação”, destaca Andreia.</p><p>Um doador pode ajudar até nove pessoas</p><p>Dependendo das condições clínicas e dos órgãos e tecidos disponíveis para transplante, um único doador pode beneficiar aproximadamente oito ou nove pacientes.</p><p>Dois rins, por exemplo, podem atender duas pessoas. Duas córneas podem beneficiar outras duas. Coração, fígado e pulmões também podem ser destinados a pacientes diferentes.</p><p>“Um único doador pode beneficiar muitas vidas, aproximadamente de oito a nove pessoas”, explica Andreia.</p><p>Foi essa possibilidade que fez a família de Adilson transformar a despedida em um gesto capaz de alcançar pessoas que elas sequer conheciam.</p><p>Quatro anos depois, a história dele passa a representar também o propósito do memorial: manter viva a lembrança daqueles que partiram e reconhecer as famílias que, em meio ao luto, autorizaram a doação.</p>]]></content:encoded>
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			<title>Nunca fumou, mas convive com fumantes? Entenda os riscos para o pulmão</title>
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			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
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			<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 21:00:06 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[Mesmo quem nunca colocou um cigarro na boca pode sofrer os efeitos da exposição à fumaça. Um estudo publicado em setembro de 2026 na revista The Lancet Public Health estima que o fumo passivo esteja relacionado a cerca de 1,6 milhão de mortes por ano no mundo.O alerta ganha força nesta quinta-feira (25), Dia Mundial do Pulmão, e chama atenção para um problema que pode estar dentro de casa: conviver diariamente com alguém que fuma.O fumo passivo acontece quando uma pessoa respira a...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Mesmo quem nunca colocou um <strong>cigarro</strong> na boca pode sofrer os efeitos da exposição à fumaça. Um estudo publicado em setembro de 2026 na revista The Lancet Public Health estima que <strong>o fumo passivo esteja relacionado a cerca de 1,6 milhão de mortes por ano no mundo.</strong></p><p>O alerta ganha força nesta quinta-feira (25), Dia Mundial do Pulmão, e chama atenção para um problema que pode estar dentro de casa: conviver diariamente com alguém que fuma.</p><p>O fumo passivo acontece quando uma pessoa respira a fumaça liberada pelo cigarro aceso ou exalada por quem está fumando. Segundo a pneumologista Jéssica Polese, a exposição pode fazer parte da rotina de quem não fuma sem que a pessoa perceba.</p><p>Uma pessoa pode nunca ter fumado e, ainda assim, respirar essa fumaça todos os dias. Isso acontece, por exemplo, quando o cigarro faz parte da rotina dentro de casa.</p><p>Jéssica Polese, pneumologista</p><p>Fumo passivo aumenta risco de câncer de pulmão</p><p>Para adultos que não fumam, mas são expostos à fumaça de outras pessoas, <strong>o risco de desenvolver câncer de pulmão é de 20% a 30% maior</strong>, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).</p><p>O percentual representa um aumento do risco e não significa que uma pessoa exposta tenha essa probabilidade de desenvolver a doença. Para a pneumologista, o histórico de exposição também deve ser considerado durante uma consulta médica.</p><p><strong>“É um dado que ajuda a desfazer a ideia de que o câncer de pulmão só merece atenção em quem fuma. Na consulta, também é importante saber se o paciente conviveu por muito tempo com a fumaça do cigarro”</strong>, afirma Jéssica.</p><p>A médica ressalta ainda que sintomas respiratórios persistentes precisam ser avaliados mesmo em pessoas que nunca fumaram.</p><p><strong>“A exposição ao fumo passivo é uma informação que o paciente deve contar ao médico. Ela entra na avaliação junto com os sintomas e outros fatores de risco, sem que isso signifique que toda pessoa exposta precise fazer os mesmos exames”</strong>, orienta.</p><p>Crianças também sofrem com a exposição</p><p>O problema não se limita ao risco de câncer. A fumaça do cigarro também está associada a doenças cardiovasculares e, entre as crianças, pode provocar infecções respiratórias e agravar crises de asma.</p><p>A relação com o ambiente doméstico merece atenção principalmente quando os sintomas respiratórios são frequentes.</p><p>Quando uma criança apresenta tosse frequente ou tem crises de asma, é importante observar se ela convive com alguém que fuma. Essa informação ajuda o médico a entender o que pode estar contribuindo para os sintomas.</p><p>Jéssica Polese, pneumologista</p><p>Além disso, fumar em outro cômodo da casa ou abrir uma janela não impede completamente que a fumaça se espalhe pelo ambiente. Por isso, a recomendação é manter a casa e o carro livres do cigarro, especialmente quando há crianças no local.</p><p><strong>“Não basta pedir que a criança saia de perto na hora em que alguém vai fumar. O cuidado precisa ser com o ambiente onde ela e as outras pessoas passam o dia”</strong>, orienta a pneumologista.</p><p>Parar de fumar também protege quem está por perto</p><p>Além dos impactos para a própria <strong>saúde</strong>, abandonar o cigarro também reduz a exposição de familiares e outras pessoas que convivem com o fumante.</p><p>Para Jéssica, o Dia Mundial do Pulmão é uma oportunidade para reforçar que a proteção da saúde respiratória não depende apenas de quem fuma, mas também das escolhas feitas dentro dos ambientes compartilhados.</p><p><strong>“Parar de fumar é uma decisão que beneficia o fumante, mas também protege a família. Quem ainda não conseguiu parar pode buscar ajuda médica para dar esse passo”</strong>, conclui.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Imagem de nensuria no Magnific]]></media:title> 
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			<title>Anvisa proíbe lotes irregulares de medicamento para esclerose múltipla</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10742/anvisa-proibe-lotes-irregulares-de-medicamento-para-esclerose-multipla.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
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			<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 17:00:06 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta sexta-feira (25), dois lotes irregulares do medicamento Ocrevus, usado no tratamento da esclerose múltipla. A medida atinge os produtos de números H7953B14 e H7953B06, importados de forma irregular para o Brasil.Segundo com resolução publicada no Diário Oficial da União, os lotes de Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml foram distribuídos em julho pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda....]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A <strong>Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</strong> proibiu, nesta sexta-feira (25), dois lotes irregulares do medicamento Ocrevus, usado no tratamento da <strong>esclerose múltipla</strong>. A medida atinge os produtos de números H7953B14 e H7953B06, importados de forma irregular para o <strong>Brasil</strong>.</p><p>Segundo com resolução publicada no <strong>Diário Oficial da União</strong>, os lotes de Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml foram distribuídos em julho pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda. A empresa não tem autorização ativa para atuar no mercado farmacêutico desde outubro de 2025.</p><p>Embora a fabricante detentora do registro tenha produzido regularmente os medicamentos, os lotes eram destinados a outros países. Segundo a Anvisa, não é possível assegurar que os produtos mantiveram as condições sanitárias necessárias de conservação e integridade durante toda a distribuição até a entrada irregular no país.</p><p>A decisão determina a apreensão dos dois lotes e proíbe o armazenamento, a venda, a distribuição, a exportação, a importação, a propaganda e o transporte dos produtos. <strong>A restrição vale somente para os lotes H7953B14 e H7953B06.</strong></p><p>Anvisa aprovou o registro do Ocrevus em 2022</p><p>A Anvisa aprovou o registro do Ocrevus em 2022 para <strong>pacientes com formas recorrentes de esclerose múltipla e com esclerose múltipla progressiva primária</strong>. A doença afeta o sistema nervoso central.</p><p>A Laf Med já havia sido autuada pela distribuição de medicamentos falsificados, e o caso foi encaminhado às autoridades policiais, conforme a Anvisa. A medida sobre os lotes de Ocrevus consta na Resolução 3.751/2026.</p><p>Segundo a Anvisa, a inspeção identificou falhas nas instalações, nos processos assépticos — realizados para evitar contaminação, na esterilização e no controle de qualidade. As deficiências comprometem a garantia de esterilidade, qualidade, segurança e eficácia das preparações manipuladas.</p><p>A <strong>Agência Brasil</strong> entrou em contato com a ICT Farmacêutica Ltda. e aguarda posicionamento.</p><p>*Com informações da Agência Brasil.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[(Foto: Marcelo Camargo/Ag&ecirc;ncia Brasil)]]></media:title> 
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			<title>Afecc realiza abertura oficial do Outubro Rosa 2026</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10732/afecc-realiza-abertura-oficial-do-outubro-rosa-2026.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 13:00:05 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[A Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc) realiza, no próximo dia 1º de outubro, às 18h, a abertura oficial da Campanha Outubro Rosa 2026. Pela primeira vez, a cerimônia será realizada na praça central do Shopping Vitória, ampliando a visibilidade de uma das principais mobilizações de conscientização e prevenção ao câncer de mama no Espírito Santo.A abertura marca o início de uma programação que seguirá durante todo o mês de outubro e terá como foco ]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc) realiza, no próximo dia 1º de outubro, às 18h, a abertura oficial da Campanha <strong>Outubro Rosa 2026</strong>. Pela primeira vez, a cerimônia será realizada na praça central do Shopping Vitória, ampliando a visibilidade de uma das principais mobilizações de conscientização e prevenção ao câncer de mama no Espírito Santo.</p><p>A abertura marca o início de uma programação que seguirá durante todo o <strong>mês de outubro </strong>e terá como foco a disseminação de informações sobre prevenção, detecção precoce e cuidado. As ações serão realizadas em diferentes municípios e também contemplarão públicos específicos, como mulheres indígenas, de matrizes africanas, comunidades quilombolas, população cigana e mães atípicas.</p><p>Informação como ferramenta de prevenção</p><p>Para a Afecc, levar informação para diferentes espaços é parte importante da estratégia de conscientização sobre o câncer de mama. A programação inclui palestras em empresas, escolas e organizações públicas e privadas, além de ações em Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Aracruz, Santa Maria de Jetibá e Linhares.</p><p>“A abertura representa o ápice de um trabalho desenvolvido pela Afecc durante todo o ano e que, no mês de outubro, ganha ainda mais força para levar informação, conscientização e acolhimento a diferentes públicos e comunidades. O Outubro Rosa é um chamado ao cuidado. Quando o câncer de mama é descoberto em seu estágio inicial, as possibilidades de tratamento e de cura são muito maiores. Por isso, falar sobre prevenção, incentivar o acompanhamento médico e reforçar a importância do diagnóstico precoce é salvar vidas”, destaca <strong>Marilucia Dalla, presidente da instituição.</strong></p><p>Entre as atividades previstas estão o <strong>Abraço Rosa</strong>, no dia <strong>2 de outubro,</strong> na Praça do Eucalipto, em frente ao Hospital Santa Rita; a 8ª Remada Rosa, no dia 18, na Praia do Iate Clube, em Vitória; e uma ação no Trem da Vale, no dia 21, no percurso entre Vitória e Governador Valadares.</p><p>Também estão previstas ações com mulheres indígenas na Aldeia de Irajá, em Aracruz; mulheres de matrizes africanas, na Serra; mães atípicas, na Secretaria de Saúde Estadual; população cigana, em Cariacica; e comunidades quilombolas e mulheres de Povoação, em Linhares.</p><p>A abertura no Shopping Vitória também integra a estratégia de ampliar o alcance da campanha. Para a <strong>vice-presidente</strong> do Shopping, Mariana Buaiz, a parceria contribui para fortalecer a rede de apoio formada em torno das pessoas que enfrentam o câncer.</p><p>“A Afecc acolhe pacientes e suas famílias, oferece suporte e desenvolve projetos que fazem a diferença em momentos muito delicados. Ao receber a loja da Afecc, o Shopping Vitória também ajuda a promover o debate sobre prevenção ao câncer e a gerar renda para os projetos de acolhimento, fortalecendo a rede de apoio que existe em torno de quem enfrenta a doença. Para nós, estar ao lado da Afecc e da campanha Outubro Rosa há tantos anos representa esse compromisso de somar esforços para que esse cuidado alcance cada vez mais pessoas”, afirma Mariana Buaiz, vice-presidente do Shopping Vitória.</p><p>Ciência, conscientização e cuidado</p><p>A programação também reforça a importância de transformar a conscientização em atitudes de cuidado ao longo de todo o ano.</p><p>“Mais do que iluminar espaços e vestir a cidade de rosa, a campanha busca transformar informação em atitude e diagnóstico precoce em oportunidade de cura. É esse propósito que estará presente na abertura do Outubro Rosa 2026: celebrar a vida, fortalecer a rede de cuidado e lembrar que o primeiro passo para enfrentar o câncer pode começar com um gesto simples – cuidar de si e buscar informação”, afirma Marilucia Dalla.</p><p>O encerramento da campanha acontece no dia 30 de outubro, às 15h, com um culto ecumênico no Hospital Santa Rita. Durante todo o mês, a Afecc também manterá a L<strong>oja Outubro Rosa </strong>no Shopping Vitória, com produtos exclusivos. Os recursos arrecadados serão direcionados aos projetos e ações promovidos pela instituição.</p><p><strong>Abertura Oficial da Campanha Outubro Rosa 2026 – Afecc</strong></p><p><strong>Data:</strong> 1º de outubro de 2026</p><p><strong>Horário:</strong> 18h</p><p>Local: Praça central do Shopping Vitória</p><p>Confira a programação oficial Outubro Rosa Afecc 2026:</p><p>30/09 – 16h: Abertura com palestra na Prefeitura de Vitória</p><p>01/10 – 18h: Abertura Oficial no Shopping Vitória</p><p>01 a 31/10: Palestras de Prevenção e Detecção Precoce do Câncer em empresas, escolas e demais organizações públicas e privadas</p><p>02/10 – 9h: Abraço Rosa – Ação da Prefeitura de Vitória – Rede de Atenção da Assistência Social e da Saúde – Regional Maruípe – Abraço Rosa na Praça de Eucalipto</p><p>05/10 – 9h: Abertura com palestra – Prefeitura de Vila Velha – Auditório Estácio de Sá</p><p>06/10 – 14h: Abertura com palestra – Prefeitura da Serra – Multivix – Serra</p><p>06/10 – 9h30: Aldeia de Irajá – Mulheres Indígenas – Aracruz</p><p>08/10 – 10h: Ação na ASCAMV Mulher – Associação das Câmaras de Vereadores do Espírito Santo – Centro de Formação Dom João Batista – Vitória</p><p>08/10 – 14h: Centro Margaridas (Centro de acolhimento de mulheres) – CRAS de Bela Aurora – Cariacica</p><p>14/10 – 10h: Centro Pomerano de Santa Maria de Jetibá – Unidade São Luiz</p><p>15/10 – 14h: Mulheres de Matrizes Africanas – Vila Nova de Colares – Serra</p><p>18/10 – 8h30: 8ª Remada Rosa – Praia do Iate Clube – Praça dos Namorados – Vitória</p><p>20/10 – 14h: Ação com Mães atípicas – sede da Secretaria de Saúde Estadual</p><p>21/10: Ação no Trem da Vale – percurso Vitória/Governador Valadares – Estação Ferroviária Pedro Nolasco – Cariacica</p><p>22/10 – 14h: Acampamento Cigano – Bairro Campo Verde – Cariacica</p><p>27/10 – 10h: Comunidade Quilombola e mulheres de Povoação – Linhares da terra</p><p>29/10 – 14h: Ação na SEDU (Secretaria de Educação) – com professores do Estado</p><p>30/10 – 15h: Culto ecumênico de encerramento – Hospital Santa Rita</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Marilucia Dalla, presidente da Afecc-Hospital Santa Rita. Foto: Divulga&ccedil;&atilde;o]]></media:title> 
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		<item>
			<title>Dieta perfeita existe? O que realmente importa para emagrecer e cuidar da saúde</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10726/dieta-perfeita-existe-o-que-realmente-importa-para-emagrecer-e-cuidar-da-saude.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
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			<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 09:00:12 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[Ao longo da minha prática como endocrinologista e metabologista, percebo que muitas pessoas chegam ao consultório com uma relação de extremos com a alimentação. Ou estão seguindo uma dieta extremamente restritiva, eliminando diversos alimentos e tentando cumprir uma rotina quase perfeita, ou acreditam que, depois de “sair da dieta”, já perderam todo o esforço e podem simplesmente recomeçar na segunda-feira.É a lógica do 8 ou 80: ou faço tudo certo, ou não faço nada. Mas o...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Ao longo da minha prática como endocrinologista e metabologista, percebo que muitas pessoas chegam ao consultório com uma relação de extremos com a <strong>alimentação</strong>. Ou estão seguindo uma dieta extremamente restritiva, eliminando diversos alimentos e tentando cumprir uma rotina quase perfeita, ou acreditam que, depois de “sair da dieta”, já perderam todo o esforço e podem simplesmente recomeçar na segunda-feira.</p><p>É a lógica do 8 ou 80: ou faço tudo certo, ou não faço nada. Mas o nosso organismo não funciona dessa maneira.</p><p>Constância é mais importante do que perfeição</p><p>Quando falamos em alimentação, <strong>emagrecimento</strong> e saúde metabólica, gosto de substituir a busca pela perfeição pela ideia de constância. Uma alimentação saudável não precisa ser impecável todos os dias. Ela precisa ser suficientemente equilibrada para caber na vida real e ser mantida ao longo do tempo.</p><p>A própria Organização Mundial da Saúde reforça que não existe um único modelo de alimentação saudável. As necessidades variam de acordo com características individuais, cultura, disponibilidade de alimentos e estilo de vida. O que permanece como princípio é uma alimentação adequada, equilibrada, diversificada e moderada.</p><p>Isso parece simples, mas representa uma mudança importante de mentalidade.</p><p>Uma pessoa pode passar alguns dias com uma alimentação excelente e, em uma ocasião social, comer uma sobremesa. Isso não apaga os demais dias. Da mesma forma, uma refeição mais calórica não precisa se transformar em um final de semana inteiro de excessos, muito menos em uma semana de culpa.</p><p>Uma refeição fora da rotina não significa fracasso</p><p>O problema está justamente quando um episódio pontual é interpretado como fracasso.</p><p>É comum ouvir frases como “já que comi isso, vou aproveitar” ou “segunda-feira começo de novo”. Esse pensamento pode criar um ciclo de restrição, exagero e culpa que torna a relação com a comida cada vez mais difícil.</p><p>Na prática, mudanças sustentáveis costumam exigir menos radicalismo e mais repetição de comportamentos possíveis.</p><p>Isso significa olhar para o que conseguimos manter quando a rotina aperta, quando viajamos, quando temos um aniversário, quando estamos cansados ou simplesmente quando não estamos com vontade de cozinhar. Uma estratégia alimentar que funciona apenas em condições perfeitas dificilmente será uma boa estratégia para a vida inteira.</p><p>Saúde metabólica depende de vários fatores</p><p>Também é importante entender que emagrecimento e saúde metabólica não dependem de uma única escolha. São resultado de um conjunto de fatores: alimentação, atividade física, sono, composição corporal, saúde mental, medicamentos quando indicados e condições clínicas individuais.</p><p>Por isso, em vez de perguntar apenas “qual alimento eu preciso cortar?”, talvez seja mais produtivo perguntar: <strong>“o que eu consigo melhorar e repetir a partir de agora?”.</strong></p><p>Pode ser incluir mais vegetais nas refeições, aumentar o consumo de fibras, melhorar a qualidade das fontes de proteína, reduzir a frequência de alimentos ultraprocessados, beber mais água ou estabelecer uma rotina de atividade física. Pequenas mudanças, quando incorporadas de maneira consistente, podem ter muito mais significado do que uma transformação radical que dura poucas semanas.</p><p>Isso não significa que todas as dietas sejam iguais ou que restrições alimentares nunca sejam necessárias. Existem situações clínicas em que determinadas estratégias nutricionais são indicadas e podem fazer parte do tratamento. O ponto é que qualquer intervenção precisa ser individualizada e, principalmente, compatível com as necessidades e possibilidades daquela pessoa.</p><p>A melhor estratégia é aquela que cabe na vida real</p><p>Até mesmo estudos recentes sobre diferentes estratégias alimentares reforçam que a adesão no mundo real é um desafio. Uma intervenção pode produzir resultados interessantes em condições controladas, mas isso não significa necessariamente que seja fácil mantê-la por longos períodos na rotina cotidiana.</p><p>É por isso que, no consultório, considero tão importante discutir não apenas o que uma pessoa deve fazer, mas o que ela consegue sustentar.</p><p>Saúde não é construída em um único dia de alimentação perfeita. Ela é construída na repetição de escolhas suficientemente boas.</p><p>Alimentação também envolve prazer e vida social</p><p>E existe outra armadilha importante: transformar a alimentação em uma espécie de prova de disciplina. Quando isso acontece, cada deslize passa a ser interpretado como falta de força de vontade. Mas alimentação não é apenas matemática. Ela envolve cultura, prazer, emoções, rotina, acesso, relações sociais e contexto.</p><p>Precisamos sair da ideia de que cuidar da saúde significa viver permanentemente em estado de restrição.</p><p>Uma alimentação equilibrada também precisa ter espaço para a vida.</p><p>Isso não significa ignorar quantidade, qualidade ou frequência dos alimentos. Significa entender que equilíbrio não é fazer tudo perfeitamente, mas saber voltar ao caminho depois de uma exceção sem precisar esperar pela próxima segunda-feira.</p><p>O foco deve estar no que pode ser mantido</p><p>Para quem está tentando emagrecer, melhorar exames ou cuidar do metabolismo, essa mudança de perspectiva pode ser especialmente importante. O objetivo não deveria ser encontrar a dieta perfeita, mas construir uma rotina que favoreça a saúde e que possa ser mantida mesmo quando a vida não sai conforme o planejado.</p><p>No fim das contas, não é a refeição isolada que define nossa saúde metabólica. É o padrão que construímos ao longo do tempo.</p><p>Por isso, quando alguém me pergunta qual é a melhor dieta, minha resposta começa antes da lista de alimentos: <strong>é aquela que atende às necessidades daquela pessoa, respeita sua realidade e pode ser mantida de forma consistente.</strong></p><p>Seu corpo não precisa de perfeição. Ele precisa de cuidado, mas de forma possível e sustentável.</p>]]></content:encoded>
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			<title>Após oito anos em tratamento, capixaba recebe transplante e irá para os Jogos Pan-Americanos</title>
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			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
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			<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 21:00:11 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[Richard Brandão estava jogando futebol quando viu toda sua realidade mudar, 10 anos atrás, após a pressão arterial subir e ele perder a visão. Ao ser levado para o hospital, o morador de Guarapari, de 28 anos, recebeu uma notícia inesperada: os dois rins estavam parando de funcionar.Na época, ele estava no último ano do ensino médio e vivia o que considera o auge da juventude, praticando diversos esportes. De uma hora para outra, porém, precisou abandonar a rotina que conhecia e...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong>Richard Brandão</strong> estava jogando futebol quando viu toda sua realidade mudar, 10 anos atrás, após a pressão arterial subir e ele perder a visão. Ao ser levado para o hospital, o morador de <strong>Guarapari</strong>, de 28 anos, recebeu uma notícia inesperada: <strong>os dois rins estavam parando de funcionar.</strong></p><p>Na época, ele estava no último ano do ensino médio e vivia o que considera o auge da juventude, praticando diversos esportes. De uma hora para outra, porém, precisou abandonar a rotina que conhecia e começar um tratamento que duraria oito anos, até o <strong>transplante</strong>.</p><p>Eu não podia mais fazer o que eu fazia, que era jogar bola ou praticar qualquer esporte. Eu gostava demais e, quando fiquei doente, meu mundo caiu.</p><p>Durante anos, Richard precisou fazer hemodiálise três vezes por semana, e cada sessão durava cerca de quatro horas. No primeiro ano, ele conta que chegou a se isolar dentro de casa e não queria sair nem para fazer o tratamento.</p><p>Foi justamente nesse período que a corrida apareceu como uma forma de reagir. <strong>“Eu saí do quarto e fui fazer alguma coisa. Eu acordei cedo e fui correr”</strong>, lembra.</p><p>Richard recebeu o transplante renal em <strong>17 de março de 2024, no Hospital Meridional Cariacica</strong>, encerrando uma espera de anos e abrindo espaço para que retomasse planos que pareciam ter ficado para trás. Entre eles estava o esporte.</p><p>Da hemodiálise para as pistas</p><p>Depois do transplante, Richard continuou correndo e sua evolução chamou atenção. O capixaba foi procurado pela <strong>Liga de Atletas Transplantados do Brasil</strong>, que fez o convite para integrar a delegação brasileira nos <strong>I Jogos Pan-Americanos para Transplantados</strong>, que serão realizados de 21 a 25 de outubro, em Maldonado, no Uruguai.</p><p>A competição reúne atletas que passaram por transplantes e também busca chamar atenção para a importância da <strong>doação de órgãos</strong>.</p><p>Agora, ele se prepara para disputar as provas de <strong>100 metros, 200 metros, 400 metros e salto em distância</strong>. Como já corria antes, Richard não precisou começar uma rotina completamente nova, mas passou a direcionar os exercícios para as categorias que vai disputar.</p><p>Quando em transplantei, não imaginava que um dia poderia competir e, muito menos, representar o Brasil em uma competição internacional.</p><p>Atividade física após o transplante</p><p>O nefrologista da Rede Meridional, Vinicius Peterle, explica que a atividade física é benéfica de forma geral e também pode fazer parte da rotina de pessoas que passaram por um transplante.</p><p>A prática de atividade física depois do transplante é algo muito saudável, como é saudável para qualquer um de nós que não é transplantado. Os estudos mostram uma correlação positiva: aumenta o tempo de sobrevida do órgão transplantado, aumenta a sobrevida da pessoa e diminui a quantidade de intercorrências.</p><p>Vinicius Peterle, nefrologista da Rede Meridional</p><p>Isso não significa, porém, que todos os transplantados possam iniciar qualquer modalidade ou intensidade de exercício. Segundo o médico, é preciso respeitar o período de recuperação da cirurgia e avaliar outras condições de saúde antes da liberação para a prática.</p><p>“Nos primeiros meses pós-transplante, a pessoa talvez não consiga fazer exercício físico. A gente também precisa ter atenção a outras condições de saúde que a pessoa tem, que às vezes restringem alguma atividade específica”, explica.</p><p>No caso de quem pretende treinar em nível competitivo, o acompanhamento precisa ser ainda mais individualizado. Richard faz acompanhamento médico, nutricional e com profissional de educação física.</p><p>Segundo Peterle, o caso do capixaba também ajuda a combater a ideia de que uma pessoa transplantada necessariamente precisa levar uma vida limitada.</p><p><strong>“É importante romper com esses mitos de que o transplantado seria uma pessoa doente ou extremamente vulnerável. Isso não é verdade. É claro que ele precisa manter uma série de cuidados, ter atenção principalmente aos cuidados de saúde e às medicações, mas, correndo tudo como esperado, essas pessoas vão ter uma vida muito próxima da vida normal”</strong>, diz.</p><p>Apoio para ir à competição internacional</p><p>A convocação abriu uma nova etapa na vida de Richard, mas também trouxe um desafio financeiro. O atleta afirma que os custos da viagem estão saindo do próprio bolso e que busca apoiadores para conseguir participar da competição.</p><p>Interessados podem entrar em contato com ele por meio do telefone <strong>(27) 99842-9274</strong>.</p><p>É a realização de um sonho e eu estou fazendo de tudo para representar não só o nosso país, mas também todos que esperam ou que já receberam um transplante. Posso dizer que recebi uma segunda vida.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Richard Brand&atilde;o &eacute; atleta e recebeu um transplante de rim em 2024. Imagem: acervo pessoal]]></media:title> 
			</media:content> 
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		<item>
			<title>Leonardo corta álcool por 30 dias após alteração em exame; especialista explica o motivo</title>
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			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 17:00:15 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[Uma alteração identificada em exames de rotina levou o cantor Leonardo a suspender o consumo de bebidas alcoólicas por 30 dias. Segundo a assessoria do artista, a recomendação médica também incluiu mudanças na alimentação antes de uma nova avaliação.O caso chama atenção para uma alteração que, na maioria das vezes, não provoca sintomas específicos: o aumento dos níveis de triglicérides no sangue.Os triglicérides são um tipo de gordura utilizado pelo organismo como fonte de ]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Uma alteração identificada em exames de rotina levou o cantor <strong>Leonardo a suspender o consumo de bebidas alcoólicas por 30 dias</strong>. Segundo a assessoria do artista, a recomendação médica também incluiu mudanças na alimentação antes de uma nova avaliação.</p><p>O caso chama atenção para uma alteração que, na maioria das vezes, <strong>não provoca sintomas específicos</strong>: o aumento dos níveis de triglicérides no sangue.</p><p>Os triglicérides são um tipo de gordura utilizado pelo organismo como fonte de energia. Quando aparecem em níveis elevados, podem estar associados a alterações metabólicas e ao aumento do risco cardiovascular. Em concentrações muito altas, também podem aumentar o risco de <strong>pancreatite aguda</strong>, uma inflamação do pâncreas.</p><p>Por que o álcool pode aumentar os triglicérides?</p><p>O álcool é metabolizado principalmente pelo fígado e pode interferir no metabolismo das gorduras. Dependendo da quantidade e da frequência do consumo, isso pode favorecer o aumento dos triglicérides.</p><p>O efeito pode ser ainda maior quando o consumo de bebidas alcoólicas está associado a outros fatores, como <strong>alimentação</strong> rica em açúcar, gordura e carboidratos, excesso de peso e sedentarismo.</p><p><strong>O álcool interfere no metabolismo das gorduras e, dependendo da quantidade e da frequência do consumo, pode contribuir para o aumento dos triglicérides. Por isso, quando encontramos uma alteração nos exames, é importante avaliar os hábitos do paciente como um todo</strong>.</p><p>Alzimara Hemerly de Almeida Freitas, gastroenterologista da Unimed Sul Capixaba.</p><p>Triglicérides altos dão sintomas?</p><p>Na maioria dos casos, não. Uma pessoa pode apresentar triglicérides elevados e não perceber nenhuma alteração no dia a dia.</p><p>Por isso, exames de rotina têm papel importante na identificação do problema. O resultado também precisa ser avaliado dentro do contexto clínico do paciente, considerando outros fatores que podem influenciar a saúde metabólica e cardiovascular.</p><p>Além do álcool, podem contribuir para o aumento dos triglicérides uma alimentação desequilibrada, ganho de peso, sedentarismo, diabetes e <strong>alterações nos níveis de colesterol</strong>.</p><p>“<strong>É possível ter triglicérides elevados e não sentir absolutamente nada. Por isso, o acompanhamento periódico é importante, principalmente para quem já apresenta outros fatores de risco metabólico ou cardiovascular</strong>“, orienta a médica.</p><p>Quais são os riscos dos triglicérides elevados?</p><p>O aumento dos triglicérides pode estar relacionado a um conjunto de alterações metabólicas que elevam o risco cardiovascular.</p><p>Quando os níveis ficam <strong>muito elevados</strong>, há ainda preocupação com a pancreatite aguda. A condição pode provocar dor abdominal intensa e exige atendimento médico.</p><p>A avaliação, portanto, não deve considerar apenas o número apresentado no exame. O médico analisa o resultado em conjunto com histórico familiar, alimentação, consumo de álcool, peso, atividade física e outras condições de saúde.</p><p>Como prevenir o aumento dos triglicérides?</p><p>A prevenção envolve principalmente hábitos que ajudam a manter o metabolismo saudável. Entre eles estão:</p><p>manter uma alimentação equilibrada;</p><p>praticar atividade física regularmente;</p><p>acompanhar os níveis de colesterol;</p><p>manter o diabetes sob controle, quando houver;</p><p>evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.</p><p>Para quem apresenta alteração nos triglicérides, a orientação sobre o consumo de álcool deve ser individualizada pelo médico.</p><p><strong>Não existe uma dose segura de álcool que possa ser recomendada para o paciente nesse contexto. O ideal é suspender o consumo por tempo indeterminado, especialmente diante de uma alteração nos triglicérides, e seguir o acompanhamento médico para avaliar a evolução do quadro</strong>.</p><p>Alzimara Hemerly de Almeida Freitas, gastroenterologista da Unimed Sul Capixaba.</p><p>No caso de Leonardo, a suspensão das bebidas alcoólicas por 30 dias foi acompanhada de mudanças na alimentação e deverá ser seguida por uma nova avaliação. O episódio reforça a importância dos exames de rotina, já que alterações metabólicas podem surgir mesmo sem sintomas.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Cantor Leonardo interrompeu uso de &aacute;lcool ap&oacute;s exame. Imagem: REprodu&ccedil;&atilde;o Instagram/@leonardo]]></media:title> 
			</media:content> 
		</item>
		<item>
			<title>Dor abdominal? Veja três perguntas que ajudam a identificar a causa</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10689/dor-abdominal-veja-tres-perguntas-que-ajudam-a-identificar-a-causa.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 09:00:15 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[O desconforto abdominal é uma das causas mais comuns de consulta com o gastroenterologista. Mais de 30% dos atendimentos estão relacionados a essa queixa. E muitas são as possíveis causas.Apesar disso, há três perguntas que sempre devemos nos fazer na busca pelo diagnóstico.O sintoma pode estar relacionado a algum medicamento?Essa é uma pergunta tão básica que muitos médicos e pacientes se esquecem de fazê-la. A ingestão de qualquer medicamento ou suplemento pode causar efeitos...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O desconforto abdominal é uma das causas mais comuns de consulta com o gastroenterologista. <strong>Mais de 30% dos atendimentos estão relacionados a essa queixa</strong>. E muitas são as possíveis causas.</p><p>Apesar disso, há três perguntas que sempre devemos nos fazer na busca pelo diagnóstico.</p><p>O sintoma pode estar relacionado a algum medicamento?</p><p>Essa é uma pergunta tão básica que muitos médicos e pacientes se esquecem de fazê-la. A ingestão de qualquer<strong> medicamento</strong> ou suplemento pode causar efeitos adversos gastrointestinais. E não estou falando apenas de uma medicação nova.</p><p>Mudanças na dose, na frequência, na marca do medicamento ou até a interação com outras medicações podem fazer com que um remédio ou suplemento já conhecido pelo paciente passe a causar sintomas.</p><p>Há relação com hábitos de vida?</p><p>É inegável que o estilo de vida “moderno” está relacionado a sintomas gastrointestinais. A correria do dia a dia é um dos principais fatores. Além dela, temos o estresse e a ansiedade que, mesmo isoladamente, podem diminuir o limiar do indivíduo para perceber e sentir sintomas.</p><p>A alimentação pode estar por trás do desconforto?</p><p>Aqui há um risco elevado de negligência. Normalmente, não queremos aceitar que algo de que gostamos possa nos causar sintomas. Um bom exemplo são o leite e seus derivados. Quantos pacientes adoram queijo, bolo, chocolate… e não querem acreditar que seus sintomas possam estar relacionados a esses alimentos?</p><p>Se respondemos “não” às três perguntas anteriores, o médico deve ser consultado. E, mesmo quando a resposta inicial é negativa, muitas vezes descobrimos durante a investigação que a causa ainda estava relacionada a algum desses três pontos. O paciente simplesmente ainda não havia percebido a associação com a <strong>alimentação</strong>.</p><p>Exame pode ajudar na investigação</p><p>Existem muitas maneiras de investigar os sintomas intestinais. Mas, sem dúvida, ganhamos nos últimos anos uma ferramenta muito interessante e que até quem tem medo de agulha pode coletar: a calprotectina fecal.</p><p>Esse exame de fezes funciona como um marcador de inflamação intestinal. Quando o resultado está baixo, especialmente em um contexto clínico adequado, reduz significativamente a probabilidade de estarmos diante de uma doença inflamatória intestinal e pode ajudar o médico a decidir se são necessários outros exames.</p><p>Sintomas intestinais crônicos são comuns. Mais comum ainda é descobrir que eles estão associados a algo a que o próprio paciente se expõe repetidamente, sem perceber a relação entre causa e sintoma.</p><p>Por isso, antes de pensar em exames complexos, vale começar pelo básico: medicamentos, hábitos de vida e alimentação. E, quando persistir a dúvida, um exame simples de fezes pode ajudar a mostrar se há ou não sinais de inflamação intestinal.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Imagem de gpointstudio no Magnific]]></media:title> 
			</media:content> 
		</item>
		<item>
			<title>Vício em apostas: veja o perfil de quem está buscando ajuda no ES</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10678/vicio-em-apostas-veja-o-perfil-de-quem-esta-buscando-ajuda-no-es.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 21:00:05 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[Quase 8 em cada 100 pessoas atendidas pela Rede Abraço no Espírito Santo neste ano procuraram ajuda por problemas relacionados a apostas e jogos. O dado corresponde a 250 capixabas atendidos entre janeiro e agosto de 2026 nos três Centros de Acolhimento e Atenção Integral sobre Drogas (CAADs) do Estado.Ao todo, foram atendidas 3.282 pessoas com demandas relacionadas a álcool, outras drogas e jogos. Desse total, 3.032 (92,38%) estavam relacionadas ao álcool e outras drogas.A procura chama ]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Quase <strong>8 em cada 100 pessoas atendidas pela Rede Abraço no Espírito Santo neste ano procuraram ajuda por problemas relacionados a apostas e jogos</strong>. O dado corresponde a 250 capixabas atendidos entre janeiro e agosto de 2026 nos três Centros de Acolhimento e Atenção Integral sobre Drogas (CAADs) do Estado.</p><p>Ao todo, foram atendidas 3.282 pessoas com demandas relacionadas a álcool, outras drogas e jogos. Desse total, <strong>3.032 (92,38%) estavam relacionadas ao álcool e outras drogas</strong>.</p><p>A procura chama atenção porque o<strong> atendimento específico para pessoas com problemas relacionados a apostas e jogos digitais</strong> começou a ser oferecido pela Rede Abraço somente no início de 2026.</p><p>Além das 250 pessoas acolhidas, foram registrados <strong>653 atendimentos relacionados a jogos</strong> no período. A diferença ocorre porque uma mesma pessoa pode passar por diferentes etapas do acompanhamento, como avaliação inicial, consultas médicas e de enfermagem, atendimento psicológico e acompanhamento com assistente social.</p><p>Quem está procurando ajuda por vício em apostas</p><p>Dos 250 atendidos entre janeiro e agosto, <strong>174 eram homens e 76 eram mulheres</strong> e a maior concentração está na faixa etária de <strong>25 a 34 anos</strong>. A maioria também tem <strong>Ensino Médio completo</strong> e aparece no levantamento como pessoa sem renda.</p><p>O recorte financeiro chama atenção: <strong>66,92% dos acolhidos tinham renda de até um salário mínimo</strong>, enquanto 31,15% declararam renda superior a esse valor.</p><p>Para a Rede Abraço, os números mostram a presença da questão financeira entre as consequências que levam as pessoas a buscar atendimento. O serviço, no entanto, considera que o problema não se resume ao endividamento.</p><p>A psicóloga da Rede Abraço, Francielle Ribetti, explica que os impactos observados nos atendimentos também envolvem aspectos emocionais e sociais.</p><p>Na prática clínica, percebemos que a dependência em apostas e jogos de azar costuma vir acompanhada de ansiedade elevada, isolamento e forte sofrimento emocional. Frequentemente, a pessoa procura ajuda em um momento de crise financeira extrema, mas o impacto vai muito além do dinheiro: afeta diretamente os vínculos familiares, a saúde mental e a rotina de trabalho.</p><p>Francielle Ribetti, psicóloga da Rede Abraço</p><p>Copa do Mundo pode ter impactado procura por atendimento</p><p>Os dados mensais mostram oscilações na quantidade de pessoas que chegaram aos três CAADs por problemas relacionados a jogos.</p><p><strong>Janeiro:</strong> 19 pessoas</p><p><strong>Fevereiro:</strong> 29</p><p><strong>Março:</strong> 40</p><p><strong>Abril:</strong> 35</p><p><strong>Junho:</strong> 31</p><p><strong>Julho:</strong> 56</p><p><strong>Agosto:</strong> 39</p><p><strong>Julho teve o maior número do período, com 56 pessoas atendidas.</strong> Segundo a Rede Abraço, o aumento pode estar associado à maior exposição às apostas esportivas durante a Copa do Mundo, período marcado também pela intensificação da publicidade relacionada às plataformas.</p><p>Atendimento começa com acolhimento e pode envolver toda a família</p><p>O atendimento para dependência em jogos é realizado por uma equipe multiprofissional. A pessoa pode passar por avaliação médica e de enfermagem, além de acompanhamento psicológico e social.</p><p>A Rede Abraço também oferece orientação aos familiares, já que o comportamento compulsivo pode provocar endividamento, conflitos, isolamento e mudanças na rotina, afetando pessoas próximas ao paciente.</p><p>Segundo Francielle, o objetivo é ajudar o paciente a reconhecer os fatores que alimentam o comportamento e recuperar autonomia.</p><p><strong>“Nosso foco é acolher sem julgamentos, ajudando a pessoa a reconstruir sua autonomia, compreender os gatilhos emocionais do vício e criar estratégias reais para retomar seu projeto de vida</strong>“, afirma.</p><p>Para o coordenador do Programa Rede Abraço, Carlos Lopes, a ampliação do atendimento acompanha uma mudança no perfil das demandas que chegam aos serviços.</p><p>Entendemos que a compulsão por jogos apresenta características muito semelhantes às dependências químicas. Muitas vezes o prejuízo financeiro é o que leva a pessoa a procurar ajuda, mas nosso trabalho é tratar a raiz emocional do problema.</p><p>Carlos Lopes, coordenador do Programa Rede Abraço</p><p>Onde buscar ajuda no Espírito Santo</p><p>O atendimento é gratuito e pode ser procurado <strong>sem necessidade de encaminhamento ou agendamento prévio</strong>. Os três CAADs funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.</p><p><strong>CAAD Vitória</strong></p><p>Rua Treze de Maio, 47, Centro</p><p><strong>CAAD Cachoeiro de Itapemirim</strong></p><p>Rua Dr. Raulino de Oliveira, 56, Centro</p><p><strong>CAAD Linhares</strong></p><p>Avenida Hans Schmoger, 333, bairro Conceição</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Rede abra&ccedil;o oferece acolhimento para pessoas com v&iacute;cio em jogos e apostas digitais. Imagem: Divulga&ccedil;&atilde;o/Rede Abra&ccedil;o]]></media:title> 
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		<item>
			<title>Wellness vira luxo e movimenta US$ 6,8 tri entre a alta renda</title>
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			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
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			<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 17:00:10 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[O novo símbolo de luxo pode até estar no pulso, mas não necessariamente marca as horas. Em academias de alto padrão, uma pulseira é capaz de reconhecer quem chegou, carregar o treino daquela pessoa e fazer com que os equipamentos se ajustem ao seu perfil.Em outros espaços, sistemas de inteligência artificial analisam o corpo, tecnologias importadas prometem otimizar o tempo dedicado ao exercício e o número de clientes por horário é limitado para garantir privacidade.Se durante...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O novo símbolo de luxo pode até estar no pulso, mas não necessariamente marca as horas. Em academias de alto padrão, uma pulseira é capaz de reconhecer quem chegou, carregar o treino daquela pessoa e fazer com que os equipamentos se ajustem ao seu perfil.</p><p>Em outros espaços, sistemas de inteligência artificial analisam o corpo, tecnologias importadas prometem otimizar o tempo dedicado ao exercício e o número de clientes por horário é limitado para garantir privacidade.</p><p>Se durante décadas o imaginário do luxo esteve associado principalmente a carros, relógios, joias, bolsas e viagens, uma nova fronteira vem ganhando espaço no orçamento da alta renda: saúde, longevidade e bem-estar. E não se trata apenas de comportamento. É um mercado bilionário.</p><p>A economia global do wellness alcançou US$ 6,8 trilhões em 2024, depois de crescer 7,9% em apenas um ano, segundo o Global Wellness Institute (GWI). A projeção é chegar a US$ 9,8 trilhões em 2029, com expansão média anual de 7,6%. Para se ter uma ideia da dimensão desse universo, o wellness já representa mais de 6% do PIB mundial e, desde 2013, praticamente dobrou de tamanho.</p><p>O conceito utilizado pelo instituto é amplo e reúne 11 setores, indo de atividade física e alimentação saudável a turismo, beleza, saúde mental e imóveis ligados ao bem-estar. Portanto, os US$ 6,8 trilhões não representam exclusivamente o mercado de luxo. Mas os dados mostram o tamanho da economia que se formou em torno da busca por viver melhor, e é justamente no topo da pirâmide que essa tendência ganha contornos ainda mais sofisticados.</p><p><strong>Saúde como patrimônio</strong></p><p>O estudo True-Luxury Global Consumer Insights 2025, realizado pela Boston Consulting Group em parceria com a Fondazione Altagamma, identificou entre os consumidores de maior poder aquisitivo uma tendência batizada de “health as wealth” – saúde como riqueza.</p><p>Wellness, longevidade, beleza e cuidados relacionados ao bem-estar pessoal estão entre as categorias de maior aceleração de gastos desse público, com expectativa de crescimento de aproximadamente 10% nos 18 meses considerados pelo levantamento. A pesquisa ouviu mais de 7 mil consumidores de luxo e analisou ainda dados de mais de 150 mil indivíduos de alta renda.</p><p>Há uma mudança importante por trás disso. Para esse consumidor, luxo deixa de ser definido apenas pela raridade de um produto. Passa a envolver aquilo que é cada vez mais difícil de comprar: tempo, atenção individual, privacidade, saúde, performance e a possibilidade de envelhecer bem.</p><p>O Brasil não está fora desse movimento. Pelo contrário. O país já ocupa a 11ª posição entre os maiores mercados de wellness do mundo, com uma economia estimada em US$ 125 bilhões em 2024, segundo os dados mais recentes do Global Wellness Institute. É o maior mercado da América Latina e do Caribe.</p><p><strong>R$ 15 milhões em dois projetos de Vitória</strong></p><p>Em Vitória, essa nova economia já ganhou endereço. Dois empreendimentos de perfil premium inaugurados na capital capixaba ajudam a mostrar como a indústria fitness está se aproximando dos códigos tradicionalmente associados ao luxo. Juntos, Studio Biotech Wellness e Liftt Fitness Club representam investimentos de aproximadamente R$ 15 milhões em estrutura, equipamentos e tecnologia.</p><p>Mais do que oferecer aparelhos sofisticados, os dois negócios partem de uma lógica semelhante: reduzir a experiência de massa e aumentar a individualização.</p><p>Na Enseada do Suá, o Studio Biotech Wellness recebeu investimento de cerca de R$ 5 milhões. O espaço foi concebido no formato boutique, com número limitado de clientes por horário e protocolos personalizados que reúnem treino, condicionamento, avaliação corporal, recovery e estética.</p><p>Tecnologias europeias utilizam recursos como vácuo, infravermelho, resistência inteligente, eletroestimulação e compressão pneumática. Um analisador corporal acompanha dados de composição e evolução física, enquanto parte das sessões pode ser realizada em períodos mais curtos, dentro de uma proposta que associa eficiência ao uso do tempo.</p><p>O conceito vai além da sala de treino. O empreendimento possui ainda um lounge exclusivo para membros, projetado para descanso e convivência, incorporando elementos de um clube privado à experiência de wellness.</p><p>Sob o comando dos advogados Kleber Medici e Mirella Auer, o grande diferencial do espaço é justamente a exclusividade. “O modelo de treino profissional é mais curto e altamente personalizado, operando com número limitado de aparelhos e de alunos por hora, o que garante total privacidade e foco. Entre as inovações, destaca-se a tecnologia VacuActiv, que combina vácuo localizado e infravermelho profundo para potencializar os resultados em sessões rápidas de 30 minutos”, comenta Mirella.</p><p>Já Kleber reforça que não abriram apenas um studio, mas um modelo de negócio escalável. “A BioTech une a precisão da inteligência artificial à eficiência do tempo, e este DNA tecnológico é o que sustentará nossa futura expansão por meio de franquias”, complementa.</p><p>É uma combinação que ajuda a compreender para onde está caminhando uma parcela desse mercado: o consumidor não paga apenas para se exercitar. Ele paga pela jornada, pela ausência de filas, pelo acompanhamento próximo, pelo ambiente e pela sensação de que aquele serviço foi pensado para ele.</p><p><strong>Academia que reconhece o aluno</strong></p><p>Na Mata da Praia, a Liftt Fitness Club segue outra vertente dessa transformação. Com aproximadamente R$ 10 milhões investidos em estrutura, equipamentos e capital de giro, o empreendimento adotou o Technogym Ecosystem, sistema que conecta equipamentos, treinamento e informações do usuário.</p><p>Na prática, a tecnologia permite que o aluno seja reconhecido e tenha seus exercícios e parâmetros integrados ao ambiente digital. A estrutura utiliza equipamentos 100% Technogym e reúne ainda avaliações e acompanhamento voltados à individualização dos treinos. A própria Liftt se posiciona como uma academia inspirada em clubes fitness de alto padrão do Brasil e do exterior.</p><p>Em planos de maior valor, mensalidades do segmento fitness premium em Vitória já chegam à faixa de R$ 1,2 mil a R$ 2 mil, evidenciando a disposição de uma parcela do mercado em pagar mais por atendimento individualizado, tecnologia e menor concentração de pessoas.</p><p>“O modelo de negócio se sustenta na personalização extrema. A tecnologia reconhece o aluno, adapta os exercícios e gera indicadores de desempenho, enquanto uma equipe multidisciplinar interpreta essas informações. Professores, fisioterapeutas e nutricionistas da academia atuam de forma integrada para orientar decisões e reduzir riscos”, ressalta Marcelo Chiabai, proprietário da LIFTT Fitness Club.</p><p>É uma distância enorme em relação à lógica das academias de grande volume, que construíram modelos de negócio baseados justamente no caminho inverso: milhares de matriculados, mensalidades reduzidas e escala. Mas não significa que um formato substituirá o outro. Eles atendem a públicos e necessidades diferentes. Mas o crescimento do segmento premium mostra que há espaço para vender algo além do acesso ao equipamento.</p><p><strong>Menos ostentação, mais otimização</strong></p><p>O movimento também encontra respaldo em outra grande pesquisa internacional. A McKinsey estima em cerca de US$ 2 trilhões o mercado global formado pelas categorias de wellness analisadas pela consultoria e aponta uma valorização crescente de serviços personalizados, tecnologias de monitoramento e soluções apoiadas em ciência. Entre um dos grupos de consumidores identificados no levantamento, qualidade aparece à frente do preço na decisão de compra e há maior propensão ao uso de dispositivos de acompanhamento da saúde e tecnologias digitais avançadas.</p><p>As cifras da McKinsey e do Global Wellness Institute são diferentes porque utilizam metodologias e categorias distintas, mas convergem em um ponto: o cuidado com a saúde deixou de ser um consumo periférico para ocupar uma parcela importante das despesas pessoais.</p><p>No mercado de luxo, essa transformação ganha uma camada adicional. Não se trata apenas de estar em forma e sim de saber quanto de massa muscular foi conquistada, acompanhar percentual de gordura, monitorar desempenho, otimizar recuperação, ter profissionais disponíveis, evitar ambientes lotados e, principalmente, ganhar tempo.</p><p>O que antes poderia ser resumido a uma hora de academia começa a se transformar em uma espécie de gestão pessoal da performance e de um outro tipo de patrimônio, muito mais difícil de guardar em um cofre: um corpo que funcione bem, disposição para aproveitar a vida e mais anos para desfrutar de tudo aquilo que o dinheiro pode comprar.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Divulga&ccedil;&atilde;o]]></media:title> 
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		</item>
		<item>
			<title>Coceira que não passa? Veja os sinais e gatilhos da dermatite atópica</title>
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			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
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			<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 13:00:07 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[No dia 23 de setembro é celebrado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Dermatite Atópica, uma data criada para combater o preconceito e dar visibilidade a essa condição inflamatória crônica, de origem genética e imunológica, que afeta profundamente a qualidade de vida de quem convive com ela e de toda a família ao redor.A dermatite atópica é um dos tipos mais comuns de eczema, principalmente na infância, embora possa se manifestar também na vida adulta. Segundo a Sociedade...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>No dia 23 de setembro é celebrado o <strong>Dia Nacional de Conscientização sobre a Dermatite Atópica</strong>, uma data criada para combater o preconceito e dar visibilidade a essa condição inflamatória crônica, de origem genética e imunológica, que afeta profundamente a qualidade de vida de quem convive com ela e de toda a família ao redor.</p><p>A dermatite atópica é um dos tipos mais comuns de eczema, principalmente na infância, embora possa se manifestar também na vida adulta. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SDB), a doença se caracteriza por <strong>pele</strong> seca com coceira constante, que leva a ferimentos pelo ato de coçar, e esses ferimentos facilitam infecções bacterianas, virais e fúngicas. É comum em famílias que também apresentam asma, rinite ou conjuntivite. Vale lembrar que não é contagiosa.</p><p>A pele como reflexo do todo</p><p>Essa é uma premissa que guia toda a minha prática como dermatologista: nenhuma doença é isolada de um órgão. E a dermatite atópica é um dos exemplos mais claros disso. Ela se manifesta na pele, mas o que a desencadeia, o que a piora e o que a controla está muito além dela.</p><p>O estilo de vida, o ambiente onde a pessoa vive, o que ela come, como ela dorme, o nível de estresse que carrega, tudo isso aparece na pele de quem tem dermatite atópica.</p><p>Por isso, o portador dessa doença precisa ser olhado de forma integral, não apenas como alguém com uma condição dermatológica. É uma pessoa que merece um time ao redor, cada um com seu papel, todos olhando para o mesmo indivíduo. Esse olhar multidisciplinar é uma necessidade. A dermatite atópica afeta o <strong>sono</strong>, a autoestima, os relacionamentos, a rotina.</p><p>O sintoma mais impactante da dermatite atópica é o prurido intenso, da coceira que não passa. Ela dificulta o sono, gera <strong>ansiedade</strong>, e esse trio de prurido, insônia e ansiedade acaba afetando não só o portador da doença, mas toda a família. Por isso, o manejo precisa incluir também suporte à saúde mental.</p><p>A conscientização sobre os fatores que desencadeiam as crises é o primeiro passo no controle da doença. Os gatilhos podem incluir ar seco, variações bruscas de temperatura, suor excessivo, odores fortes como tinta, verniz, fumaça, inseticida e mofo, roupas de lã ou tecidos sintéticos, sabonetes em excesso e situações de estresse.</p><p>A relação com animais domésticos também merece atenção. Gatos e cães podem abrigar ácaros, parasitas e bactérias que desencadeiam crises atópicas. Se a família perceber que o contato com o animal piora a condição do portador da doença, é fundamental buscar orientação médica.</p><p>Quanto à alimentação, a relação com a dermatite atópica não está totalmente estabelecida. Dificilmente um único alimento será responsável por todas as crises. O que vale é observar, se o paciente consome determinado alimento e apresenta crise, faz sentido investigar.</p><p>A rotina de cuidados que faz diferença</p><p>O controle diário da dermatite atópica começa pela hidratação. A pele atópica tem tendência intensa ao ressecamento, e manter a barreira cutânea hidratada é a base de todo o tratamento. O hidratante deve ser aplicado várias vezes ao dia, especialmente logo após o banho, com a pele ainda levemente úmida.</p><p>No banho, a temperatura deve ser morna, nunca quente, e o tempo deve ser curto. Sabonetes suaves que respeitam o pH da pele e óleos de limpeza gentil devem substituir os produtos convencionais, especialmente nas áreas de extensão dos braços, antebraços e pernas, mais vulneráveis ao ressecamento.</p><p>Toalhas macias e roupas leves de algodão são aliadas importantes, tecidos ásperos e sintéticos irritam a pele e podem desencadear crises.</p><p>Tratamento e acompanhamento médico</p><p>O tratamento varia conforme a gravidade do quadro e a fase da doença. Pode incluir cremes e pomadas com corticosteróides, imunomoduladores tópicos, anti-histamínicos para o controle da coceira, fototerapia e, nos casos mais graves, medicamentos biológicos como o dupilumabe, uma das maiores conquistas recentes da dermatologia para essa condição, com resultados expressivos em pacientes que não respondiam às abordagens tradicionais.</p><p>O acompanhamento médico regular é insubstituível. A dermatite atópica não tem cura, mas tem controle. E quanto mais bem informado for o paciente e sua família sobre a doença, seus gatilhos e suas possibilidades de tratamento, melhor a qualidade de vida ao longo do tempo.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Imagem: Magnific]]></media:title> 
			</media:content> 
		</item>
		<item>
			<title>Cansaço sem explicação? Veja os sinais da leucemia mieloide crônica</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10639/cansaco-sem-explicacao-veja-os-sinais-da-leucemia-mieloide-cronica.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 17:00:13 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[Sentir-se cansado depois de uma noite mal dormida, de um período de estresse ou de uma rotina intensa é algo comum. O problema é quando a sensação de fadiga se torna persistente, sem uma explicação clara, e passa a interferir nas atividades do dia a dia. Em algumas situações, esse sintoma pode estar relacionado a alterações no sangue, entre elas, a Leucemia Mieloide Crônica (LMC).No dia 22 de setembro, data mundial dedicada à doença, especialistas explicam quais sinais merecem...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Sentir-se cansado depois de uma noite mal dormida, de um período de estresse ou de uma rotina intensa é algo comum. O problema é quando a <strong>sensação de fadiga</strong> se torna persistente, sem uma explicação clara, e passa a interferir nas atividades do dia a dia. Em algumas situações, esse sintoma pode estar relacionado a alterações no sangue, entre elas, a <strong>Leucemia Mieloide Crônica (LMC)</strong>.</p><p>No dia 22 de setembro, data mundial dedicada à doença, especialistas explicam quais sinais merecem atenção.<strong> Confira!</strong></p><p>O que é a Leucemia Mieloide Crônica?</p><p>A LMC é um <strong>câncer</strong> da medula óssea caracterizado pela produção excessiva de células da linhagem mieloide.</p><p>“A doença costuma evoluir lentamente e, especialmente em sua fase inicial, pode não provocar sintomas. Por isso, não é incomum que seja identificada por acaso em um exame de sangue solicitado por outro motivo”, diz Marcelo Aduan, hematologista e coordenador do Serviço de Onco-Hematologia e Transplante de Medula Óssea do Hospital Santa Rita.</p><p>Na doença, o hemograma costuma mostrar um aumento importante dos glóbulos brancos, principalmente dos neutrófilos. Também podem aparecer aumento das plaquetas e dos basófilos. O aumento do número de glóbulos brancos evidenciado no hemograma não significa automaticamente LMC. O diagnóstico diferencial é com infecções. O hemograma levanta a hipótese. Ele não confirma sozinho o diagnóstico.</p><p>Marcelo Aduan, hematologista e coordenador do Serviço de Onco-Hematologia e Transplante de Medula Óssea do Hospital Santa Rita.</p><p>Doença pode demorar a apresentar sintomas</p><p>Como a LMC geralmente apresenta evolução lenta e as células produzidas pela medula ainda podem manter parte de suas funções, uma parcela significativa dos pacientes não apresenta sintomas no momento do diagnóstico.</p><p><strong>“O cansaço ocasional geralmente tem explicações benignas. A preocupação aumenta quando ele é persistente, inexplicado ou acompanhado de outros sintomas, como perda de peso involuntária, suor noturno importante, febre, sangramentos ou manchas roxas sem explicação, infecções recorrentes ou desconforto abdominal.”</strong></p><p>De acordo com Mateus Alvarenga Malacarne, hematologista e professor do Unesc, o cansaço associado à LMC pode ter diferentes mecanismos. Um deles está relacionado à anemia, isto é, à redução da quantidade de hemácias ou da capacidade do sangue de transportar oxigênio adequadamente.</p><p>“Quando a oxigenação dos tecidos fica comprometida, podem aparecer sintomas como fadiga, fraqueza, falta de ar aos esforços, palpitações e dor de cabeça. Na LMC, o cansaço isoladamente não permite suspeitar ou diagnosticar a doença.”</p><p>Outros sintomas que merecem a atenção</p><p>Quando a LMC apresenta manifestações clínicas, elas podem incluir:</p><p>Prda de peso sem causa aparente;</p><p>Suor excessivo, particularmente à noite;</p><p>Sensação de fraqueza e mal-estar;</p><p>Desconforto ou dor no lado esquerdo do abdômen;</p><p>Sensação de saciedade precoce;</p><p>Eventualmente, febre e outros sintomas.</p><p>Marcelo Aduan, pondera que esse conjunto de sintomas não é exclusivo da LMC. Nessas situações, a conduta não é presumir que exista leucemia, mas investigar a causa. A confirmação exige a identificação da alteração molecular característica da doença, mas não exclusiva ( o transcrito Bcr- abl).</p><p>“A LMC está associada ao chamado cromossomo Philadelphia, produzido por uma alteração entre os cromossomos 9 e 22. Essa alteração gera o gene de fusão BCR-ABL, que leva à produção de uma proteína com atividade de tirosina-quinase capaz de estimular a proliferação anormal das células mieloides.”</p><p>Segundo Mateus Alvarenga Malacarne, a LMC é tratada com medicamentos chamados inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, que atuam diretamente na mutação responsável pela doença, permitindo controle a longo prazo e boa qualidade de vida.</p><p>Terapias-alvo já são uma realidade na LMC há muitos anos. Inicialmente com Imatinib, seguindo com Nilotinib e Dasatinib e, mais recentemente, com Ponatinib e Asciminib, especialmente nos casos resistentes. O acompanhamento especializado e o diagnóstico precoce são fundamentais para o sucesso do tratamento e para o aumento das chances de cura.</p><p>Mateus Alvarenga Malacarne, hematologista e professor do Unesc</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Cansa&ccedil;o sem explica&ccedil;&atilde;o pode ser sinal de leucemia mieloide cr&ocirc;nica. Imagem de zinkevych no Magnific]]></media:title> 
			</media:content> 
		</item>
		<item>
			<title>Enjoo, hormônios e cáries: como a gravidez afeta a saúde da boca</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10621/enjoo-hormonios-e-caries-como-a-gravidez-afeta-a-saude-da-boca.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 09:00:16 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[Quando uma mulher descobre que está grávida, inicia-se uma rotina de cuidados que envolve consultas, exames, alimentação equilibrada e acompanhamento do desenvolvimento do bebê. Entretanto, existe uma parte do corpo que ainda costuma ser esquecida durante o pré-natal: a boca.A saúde oral materna não deve ser considerada um cuidado secundário. A gestação provoca mudanças hormonais e comportamentais capazes de modificar gengivas, dentes e o equilíbrio dos microrganismos presentes na...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Quando uma mulher descobre que está grávida, inicia-se uma rotina de cuidados que envolve consultas, exames, alimentação equilibrada e acompanhamento do desenvolvimento do bebê. Entretanto, existe uma parte do corpo que ainda costuma ser esquecida durante o pré-natal: a boca.</p><p>A <strong>saúde oral</strong> materna não deve ser considerada um cuidado secundário. A gestação provoca mudanças hormonais e comportamentais capazes de modificar gengivas, dentes e o equilíbrio dos microrganismos presentes na cavidade oral.</p><p>Por que a gengiva muda durante a gravidez?</p><p>Durante a <strong>gravidez</strong>, ocorre aumento importante dos níveis de estrogênio e progesterona. Essas alterações podem modificar a resposta dos tecidos gengivais à presença do biofilme bacteriano. Por isso, algumas gestantes percebem que a gengiva fica mais avermelhada, inchada e sangra facilmente durante a escovação ou o uso do fio dental. É a chamada gengivite da gravidez.</p><p>Isso não significa, porém, que toda gestante desenvolverá doença gengival. Os hormônios aumentam a suscetibilidade dos tecidos, mas a presença e o acúmulo de biofilme continuam tendo papel fundamental. Portanto, sangramento gengival durante a gravidez não deve ser considerado simplesmente “normal” e ignorado.</p><p>Periodontite pode afetar a gestação?</p><p>Quando a inflamação progride e atinge os tecidos que sustentam os dentes, pode surgir a periodontite, uma doença inflamatória crônica associada à destruição do osso e das estruturas ao redor dos dentes. É justamente a relação entre periodontite e gestação que vem despertando grande interesse científico.</p><p>Revisões sistemáticas e meta-análises têm encontrado associação entre doença periodontal materna e maior ocorrência de alguns desfechos adversos, como parto prematuro, baixo peso ao nascer, diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. Entretanto, é fundamental compreender a diferença entre associação e causa.</p><p><strong>Mulheres</strong> com periodontite podem apresentar outros fatores de risco capazes de interferir na gestação. Por isso, a ciência ainda investiga quanto da associação observada pode ser diretamente atribuída à doença periodontal.</p><p>Uma das hipóteses envolve a inflamação. A periodontite não permanece necessariamente restrita à boca. Em uma gengiva inflamada e ulcerada, bactérias e seus componentes podem alcançar temporariamente a circulação sanguínea. Além disso, a resposta do organismo à infecção periodontal produz mediadores inflamatórios. Pesquisadores investigam se esses mecanismos podem influenciar, direta ou indiretamente, processos relacionados à placenta e à gestação.</p><p>Isso não significa que tratar a gengiva seja uma garantia contra parto prematuro. Esse é um ponto em que a informação científica precisa ser transmitida com responsabilidade. Estudos observacionais demonstram associação entre periodontite e determinados desfechos gestacionais, mas ensaios clínicos que avaliaram se o tratamento periodontal durante a gravidez reduz essas complicações apresentaram resultados inconsistentes. Revisões recentes mostram benefícios em alguns estudos, enquanto análises de trabalhos metodologicamente mais robustos não confirmam de maneira definitiva essa proteção.</p><p>Há, entretanto, uma conclusão muito mais simples: tratar doenças bucais durante a gestação é importante para a própria saúde da mulher.</p><p>Náuseas e vômitos também podem favorecer cáries</p><p>Outro problema frequente são as cáries. Náuseas e vômitos, comuns principalmente no início da gravidez, aumentam a exposição dos dentes ao ácido do estômago. Algumas mulheres também passam a consumir pequenas refeições com maior frequência ou aumentam a ingestão de carboidratos fermentáveis. Somados a dificuldades na escovação provocadas pelo enjoo, esses fatores podem favorecer o desenvolvimento de lesões de cárie.</p><p>Tratamento odontológico pode ser feito na gravidez</p><p>Também persiste a ideia de que gestantes não podem receber tratamento odontológico. Esse receio pode fazer com que infecções, dor e doenças gengivais sejam desnecessariamente adiadas. A avaliação odontológica deve integrar o pré-natal, e procedimentos necessários podem ser realizados durante a gravidez com planejamento adequado, considerando a idade gestacional, as condições clínicas e a comunicação entre cirurgião-dentista e obstetra quando necessária.</p><p>Os cuidados diários continuam sendo a principal forma de prevenção: escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia com creme dental fluoretado, utilizar fio dental diariamente, reduzir a frequência do consumo de açúcares, manter boa hidratação e realizar acompanhamento odontológico. Sangramento gengival persistente, dor, inchaço, secreção, mobilidade dentária ou outras alterações devem motivar uma avaliação profissional.</p><p>Cuidar da boca durante a gravidez, portanto, não é apenas uma questão estética. Significa controlar infecções, preservar dentes e gengivas, reduzir inflamação e proporcionar mais conforto à futura mãe. A ciência ainda procura esclarecer até que ponto a saúde periodontal influencia diretamente determinados desfechos obstétricos, mas uma recomendação já está bem estabelecida: saúde bucal também é saúde materna. E, por isso, o cirurgião-dentista deve fazer parte da rede de cuidados de uma gestação saudável.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Imagem de yanalya no Freepik]]></media:title> 
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		</item>
		<item>
			<title>Saúde amplia mercado de trabalho e diversifica vagas no ES</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10610/saude-amplia-mercado-de-trabalho-e-diversifica-vagas-no-es.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 21:00:06 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[A saúde continua ampliando o mercado de trabalho formal no Espírito Santo. Em julho, o setor abriu 171 novos postos, elevando para 63.652 o número de vínculos formais. O resultado é apontado pelo levantamento do Caged Saúde, elaborado pelo Connect Fecomércio-ES a partir de dados do Ministério do Trabalho e Emprego.Na comparação com julho de 2025, o estoque de empregos na saúde cresceu 4,1%, acima da expansão de 2,3% registrada pelo conjunto dos Serviços no Espírito Santo. O...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A saúde continua ampliando o <strong>mercado de trabalho formal</strong> no Espírito Santo. Em julho, o setor abriu 171 novos postos, elevando para <strong>63.652 o</strong> número de vínculos formais. O resultado é apontado pelo levantamento do Caged Saúde, elaborado pelo Connect Fecomércio-ES a partir de dados do Ministério do Trabalho e Emprego.</p><p>Na comparação com julho de 2025, o estoque de empregos na saúde <strong>cresceu 4,1%,</strong> acima da expansão de 2,3% registrada pelo conjunto dos Serviços no Espírito Santo. O resultado mostra a relevância do setor na geração de empregos formais e ajuda a revelar quais áreas e perfis profissionais estão puxando esse movimento.</p><p><strong>Hospitais concentram maior número de vagas</strong></p><p>O atendimento hospitalar foi o principal responsável pela geração de empregos no mês, com saldo de 143 postos, aproximadamente 84% do resultado líquido da saúde. A atividade chegou a <strong>37.901 vínculos formais</strong> e apresentou crescimento de 0,38% no estoque em relação a junho.</p><p>Outro destaque foi o apoio à gestão de saúde. O segmento abriu 80 vagas em julho e teve crescimento de 4,51% no estoque, a maior variação proporcional entre as atividades analisadas, embora tenha uma base menor de empregos. Também apresentaram saldo positivo os serviços móveis de atendimento a urgências e remoção de pacientes, com dez vagas, os serviços de complementação diagnóstica e terapêutica, com oito, e os profissionais da área da saúde, exceto médicos e odontólogos, com três.</p><p>O resultado reforça que a cadeia de saúde envolve uma diversidade de funções, que passa pela assistência e inclui também atividades administrativas, técnicas e de serviços de apoio.</p><p><strong>Mulheres e jovens ganham espaço</strong></p><p>O perfil das contratações também chama atenção. As <strong>mulheres</strong> responderam por <strong>81,5% das admissões</strong> realizadas em julho e tiveram saldo positivo de 153 postos, enquanto o saldo entre os <strong>homens foi de 18 vagas.</strong></p><p>Entre as faixas etárias, os trabalhadores de 18 a 24 anos apresentaram o maior saldo, com 122 novos postos. O resultado indica uma participação importante dos mais jovens na expansão líquida do emprego em saúde no mês.</p><p>A escolaridade também revela um recorte específico. Trabalhadores com ensino médio completo responderam por 70,9% das admissões e tiveram saldo positivo de 202 vagas, o maior entre os níveis de instrução analisados.</p><p>Para a <strong>professora do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Espírito Santo </strong>(Ufes) e <strong>pesquisadora em Saúde</strong>, <strong>Karina Tonini</strong>, uma das responsáveis pelo levantamento, os dados mostram que a expansão do emprego em saúde vem alcançando diferentes segmentos e perfis profissionais.</p><p><strong> “Os dados de julho mostram que a geração de empregos em saúde continua acontecendo de forma consistente e alcança diferentes atividades e perfis profissionais. Além da assistência hospitalar, observamos resultados positivos em áreas como apoio à gestão, diagnóstico e serviços de urgência, o que revela a diversidade de ocupações que fazem parte do setor de saúde”.</strong></p><p><strong>Interior também participa desse movimento</strong></p><p>A geração de empregos alcançou diferentes regiões do Espírito Santo. Serra liderou o ranking municipal em julho, com 116 novos postos, seguida por Vitória, com 47, Colatina, com 25, Guarapari, com 20, e São Mateus, com 11.</p><p>Embora a Região Metropolitana da Grande Vitória concentre 64% dos empregos formais da saúde e tenha respondido por 78,4% das novas vagas do mês, o interior também registrou saldo positivo, com 37 novos postos. Colatina e São Mateus aparecem entre os municípios com maiores saldos estaduais.</p><p>O cenário reforça a presença da saúde como um importante componente do mercado de trabalho capixaba. Com 63,6 mil vínculos formais e crescimento superior ao observado no conjunto dos Serviços em 12 meses, o setor mantém participação relevante na economia e amplia oportunidades para diferentes profissionais e áreas de atuação.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Foto divulga&ccedil;&atilde;o: Canva]]></media:title> 
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		</item>
		<item>
			<title>ES recebe vacinas contra pneumonia e meningite para idosos; veja quem pode ser vacinado</title>
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			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
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			<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 17:00:09 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[O Espírito Santo recebeu nesta segunda-feira (21) 23.390 doses da vacina pneumocócica 20-valente conjugada, conhecida como pneumo 20, destinadas a idosos com 85 anos ou mais. A medida busca reduzir complicações, internações e mortes causadas por infecções pneumocócicas, como pneumonia e meningite.Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Estado tem população estimada de 46.783 pessoas nessa faixa etária. O Ministério da Saúde enviou, inicialmente, o equivalente a 50% das...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O Espírito Santo recebeu nesta segunda-feira (21) 23.390 doses da vacina pneumocócica 20-valente conjugada, conhecida como <strong>pneumo 20, destinadas a idosos com 85 anos ou mais</strong>. A medida busca reduzir complicações, internações e mortes causadas por infecções pneumocócicas, como <strong>pneumonia</strong> e <strong>meningite</strong>.</p><p>Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa),<strong> o Estado tem população estimada de 46.783 pessoas nessa faixa etária.</strong> O Ministério da Saúde enviou, inicialmente, o equivalente a 50% das doses previstas para esse público, e novas remessas devem chegar ao longo do mês.</p><p>Retirada das doses começa nesta semana</p><p>De acordo com a secretária, as doses serão encaminhadas às regionais Norte, Sul e Central de Saúde, onde as equipes dos municípios poderão fazer a retirada durante esta semana. Já os municípios da Região Metropolitana de Saúde poderão buscar os imunizantes a partir desta terça-feira (22), na Rede de Frio Estadual da Sesa.</p><p><strong>Desde a última semana, os municípios receberam orientação para iniciar a vacinação com os estoques disponíveis</strong>. A Sesa informou que a aplicação deve considerar o histórico vacinal de cada pessoa idosa.</p><p><strong>“É importante que o idoso ou o responsável por ele leve a caderneta ao serviço de saúde para que o profissional possa avaliar o histórico vacinal e assim indicar a vacina conforme o seu histórico”</strong>, explicou a chefe do Núcleo Especial de Imunização, Sônya Cristina Plácido dos Santos Corrêa.</p><p>Vacina amplia proteção contra 20 sorotipos</p><p>A pneumo 20 passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação em junho deste ano para crianças menores de cinco anos e grupos especiais. Agora, o <strong>Ministério da Saúde</strong> ampliou a oferta também para pessoas com 85 anos ou mais.</p><p>O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, apontada como a causa mais comum de infecções respiratórias em todas as faixas etárias. Com o envelhecimento, o sistema imunológico tende a responder menos às infecções, processo chamado de imunossenescência, enquanto a maior frequência de comorbidades também aumenta a vulnerabilidade desse público.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Imagem: Magnific]]></media:title> 
			</media:content> 
		</item>
		<item>
			<title>Baixar colesterol depois dos 70 também  é importante</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10587/baixar-colesterol-depois-dos-70-tambem-e-importante.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 09:00:14 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[Existe uma ideia ainda muito presente de que, depois de determinada idade, controlar rigorosamente o colesterol deixa de ser tão importante. Afinal, se uma pessoa chegou aos 70 ou 75 anos sem ter tido um infarto ou um AVC, ainda vale a pena começar uma estatina?Essa pergunta ganhou uma resposta importante recentemente. O estudo STAREE, apresentado agora no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia 2026, na Alemanha, acompanhou pessoas com 70 anos ou mais, sem doença cardiovascular...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Existe uma ideia ainda muito presente de que, depois de determinada idade, controlar rigorosamente o colesterol deixa de ser tão importante. Afinal, se uma pessoa chegou aos 70 ou 75 anos sem ter tido um infarto ou um <strong>AVC</strong>, ainda vale a pena começar uma estatina?</p><p>Essa pergunta ganhou uma resposta importante recentemente. O estudo STAREE, apresentado agora no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia 2026, na Alemanha, acompanhou pessoas com 70 anos ou mais, sem doença cardiovascular conhecida, e mostrou que o tratamento com estatina reduziu em cerca de 30% o risco de eventos cardiovasculares maiores, que são morte, infarto e AVC.</p><p>Prevenção cardiovascular não tem uma idade</p><p>Mais do que o número, porém, o estudo traz uma mensagem que considero importante: não existe uma idade a partir da qual a prevenção cardiovascular simplesmente deixa de fazer sentido.</p><p>Hoje vivemos mais. Uma pessoa saudável aos 70 anos pode ter pela frente mais 15, 20 ou até mais anos de vida. E não basta acrescentar anos à vida; queremos preservar autonomia, capacidade física e saúde cerebral durante esse período.</p><p>Estatinas podem prejudicar a memória?</p><p>É justamente aí que surge outra discussão frequente quando falamos em estatinas: elas podem prejudicar a memória?</p><p>Esse receio faz com que algumas pessoas interrompam o tratamento ou tenham resistência em iniciá-lo. Os dados atuais, entretanto, não sustentam a ideia de que as estatinas provoquem demência. E esse novo estudo acrescenta uma informação tranquilizadora: em uma população idosa acompanhada por vários anos, o uso de atorvastatina não esteve associado a aumento do risco de demência.</p><p>Mas é importante dizer também o que não podemos concluir. Estatina não é medicamento para tratar ou prevenir Alzheimer, e o estudo não demonstrou que tomar estatina reduza, por si só, o risco de desenvolver demência. A mensagem é outra: reduzir o colesterol para proteger o <strong>coração</strong> não parece cobrar como preço uma piora da saúde cerebral.</p><p>Coração e cérebro estão ligados</p><p>E coração e <strong>cérebro</strong> estão muito mais conectados do que costumamos imaginar. Hipertensão, diabetes, tabagismo, sedentarismo e alterações do colesterol contribuem para doença vascular ao longo de décadas. AVCs — inclusive pequenos eventos que podem passar despercebidos — e doença dos pequenos vasos cerebrais também podem participar do declínio cognitivo e da demência vascular.</p><p>Por isso, quando pensamos em envelhecimento saudável, talvez seja hora de abandonar a ideia de tratar cada órgão separadamente. Cuidar das artérias é cuidar do coração, mas também é cuidar do cérebro.</p><p>Isso não significa que toda pessoa que completou 70 anos precise começar uma estatina. A decisão deve considerar risco cardiovascular, colesterol, outras doenças, fragilidade, expectativa de vida, medicamentos em uso e as características de cada paciente.</p><p>O que a idade, isoladamente, não deveria fazer é encerrar a conversa sobre prevenção.</p><p>Aos 40, 50, 70 ou 80 anos, o objetivo continua sendo o mesmo: não apenas viver mais, mas chegar aos próximos anos com coração, cérebro e autonomia preservados.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Imagem de rawpixel.com no Magnific]]></media:title> 
			</media:content> 
		</item>
		<item>
			<title>Saúde mental no trabalho e os novos desafios para as empresas</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10569/saude-mental-no-trabalho-e-os-novos-desafios-para-as-empresas.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 13:00:06 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[*Artigo escrito por Débora Freire, advogada do escritório Abreu Júdice AdvogadosEm 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais, 15,66% acima de 2024. Os transtornos de ansiedade responderam por 166.489 concessões, e os episódios depressivos por 126.608. As mulheres representaram 63,46% do total. Os números mostram uma realidade que já não pode ser tratada como questão secundária nas relações de...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>*Artigo escrito por Débora Freire, advogada do escritório Abreu Júdice Advogados</p><p>Em 2025, a <strong>Previdência Social</strong> concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por <strong>transtornos mentais e comportamentais</strong>, 15,66% acima de 2024. Os transtornos de ansiedade responderam por 166.489 concessões, e os episódios depressivos por 126.608. As mulheres representaram 63,46% do total. Os números mostram uma realidade que já não pode ser tratada como questão secundária nas relações de trabalho.</p><p>Mais do que revelar o aumento dos afastamentos, esses dados chamam atenção para a própria organização do trabalho: jornada, metas, ritmo, forma de supervisão, cobrança, falta de suporte e situações de assédio podem estar entre os fatores que precisam ser considerados quando se fala em <strong>saúde mental</strong>.</p><p>O tema, que por muito tempo esteve associado a iniciativas de bem-estar e qualidade de vida, passou a ocupar também um espaço próprio na gestão de riscos ocupacionais.</p><p>Desde 26 de maio de 2026, a NR-1, na redação dada pela Portaria MTE nº 1.419/2024 e com a entrada em vigor prorrogada pela Portaria MTE nº 765/2025, passou a exigir a consideração dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e no Programa de Gerenciamento de Riscos.</p><p>Com o encerramento do período de orientação, a fiscalização passa a ter também um papel mais concreto na verificação do cumprimento dessas obrigações.</p><p>Mas talvez o efeito mais relevante dessa mudança não esteja na fiscalização administrativa, mas sim no que acontece quando essas demandas chegam ao Poder Judiciário.</p><p>Em uma reclamação trabalhista envolvendo alegação de adoecimento psíquico relacionado ao trabalho, a discussão não ficará restrita ao diagnóstico ou ao afastamento.</p><p>Será necessário avaliar as condições em que o trabalho era desenvolvido, os riscos existentes e, principalmente, quais medidas foram adotadas pela empresa para identificá-los e preveni-los. É nesse ponto que a documentação produzida no curso da gestão de riscos ganha importância.</p><p>Análises de riscos, avaliações, medidas de prevenção, registros de acompanhamento, treinamentos, canais de denúncia e apuração de ocorrências passam a formar um histórico que pode ser relevante para a defesa da empresa.</p><p>Não basta, portanto, que exista uma política de saúde mental ou um documento elaborado para atender à NR-1.</p><p>Em uma eventual discussão judicial, será preciso demonstrar que os riscos identificados foram efetivamente considerados na gestão e, quando necessário, que houve alguma resposta por parte da empresa.</p><p>A questão é particularmente sensível quando se discute a relação entre o trabalho e o adoecimento. O art. 21-A da Lei nº 8.213/91 trata do nexo técnico epidemiológico, utilizado pelo INSS para relacionar determinados agravos às atividades desenvolvidas pelas empresas.</p><p>A empresa, por sua vez, pode apresentar elementos que demonstrem que, naquele caso concreto, não existe relação entre o adoecimento e o trabalho. Por isso, ter informações concretas sobre as condições de trabalho e sobre as medidas de prevenção adotadas pode fazer diferença na discussão.</p><p>É por essa razão que considero que o auto de infração pode ser apenas o primeiro dos problemas.</p><p>Dependendo do caso, uma discussão sobre adoecimento relacionado ao trabalho pode trazer outros desdobramentos, como estabilidade decorrente de acidente ou doença do trabalho, indenizações por danos morais e materiais, repercussões no Fator Acidentário de Prevenção (FAP) e, diante de eventual negligência no cumprimento das normas de segurança e saúde, ação regressiva do INSS.</p><p>A adequação à NR-1, por isso, não se resolve com um questionário aplicado uma vez por ano ou com a inclusão de alguns fatores psicossociais em um documento que depois ficará arquivado.</p><p>O canal de denúncias previsto na Lei nº 14.457/2022, os dados de absenteísmo, os registros de jornada, a rotatividade por setor, as ocorrências internas e os afastamentos podem fornecer informações importantes para a identificação dos riscos.</p><p>O mais importante é que essas informações sejam analisadas e, quando indicarem um problema, deem origem a medidas concretas.</p><p>A Lei nº 14.831/2024, que criou o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, também contribui para estimular a adoção de boas práticas, mas não substitui o gerenciamento dos riscos ocupacionais.</p><p>Da mesma forma, a existência de um certificado ou de uma política interna não será suficiente, por si só, para afastar uma discussão sobre as condições reais de trabalho.</p><p>A nova realidade exige uma atuação mais integrada entre gestão de pessoas, segurança e saúde do trabalho e a assessoria jurídica da empresa. E essa integração precisa considerar as particularidades de cada operação.</p><p>Os riscos psicossociais não são iguais em todos os ambientes, assim como as medidas de prevenção não podem ser reduzidas a modelos prontos, desvinculados da rotina de cada empresa.</p><p>No fim, a principal mudança talvez seja justamente esta, a prevenção passa a ter uma dimensão documental mais evidente. A empresa precisa não apenas adotar medidas, mas ser capaz de demonstrar que identificou os riscos existentes, avaliou sua relevância, tomou providências e acompanhou os resultados.</p><p>Quando uma discussão sobre saúde mental chega ao Judiciário, essa diferença pode ser significativa.</p><p>Entre afirmar que a empresa tinha preocupação com o tema e conseguir demonstrar, com documentos e registros, o que foi efetivamente feito, existe uma distância que a nova realidade regulatória tende a tornar cada vez mais relevante.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Foto: Canva]]></media:title> 
			</media:content> 
		</item>
		<item>
			<title>A dose do remédio está certa, mas será que está certa para os seus rins?</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10559/a-dose-do-remedio-esta-certa-mas-sera-que-esta-certa-para-os-seus-rins.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 09:00:13 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[Quando recebemos uma receita médica, é natural imaginar que existe uma dose certa para cada medicamento. Mas uma informação importante ainda é pouco conhecida pela população: a mesma dose pode ser adequada para uma pessoa e excessiva para outra, dependendo de como seus rins estão funcionando.Na prática clínica, essa é uma situação que encontro com frequência, principalmente entre idosos e pessoas que utilizam vários medicamentos ao mesmo tempo.Como os rins interferem na ação...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Quando recebemos uma receita médica, é natural imaginar que existe uma dose certa para cada <strong>medicamento</strong>. Mas uma informação importante ainda é pouco conhecida pela população: a mesma dose pode ser adequada para uma pessoa e excessiva para outra, dependendo de como seus <strong>rins</strong> estão funcionando.</p><p>Na prática clínica, essa é uma situação que encontro com frequência, principalmente entre idosos e pessoas que utilizam vários medicamentos ao mesmo tempo.</p><p>Como os rins interferem na ação dos medicamentos</p><p>Os rins não servem apenas para produzir urina. Eles também participam da eliminação de diversos medicamentos e de substâncias produzidas após sua metabolização. Gosto de compará-los a uma importante via de saída do organismo. Quando a função renal diminui, essa saída fica mais lenta. O medicamento pode permanecer mais tempo no sangue e, em determinadas situações, acumular-se até atingir concentrações capazes de provocar efeitos adversos.</p><p>É por isso que alguns antibióticos, anticoagulantes, medicamentos para diabetes, anticonvulsivantes, analgésicos e várias outras drogas precisam ter suas doses ajustadas de acordo com a função dos rins. Em alguns casos, reduzimos a quantidade; em outros, aumentamos o intervalo entre as doses. Existem ainda medicamentos que podem agredir diretamente os rins e que exigem acompanhamento mais cuidadoso.</p><p>Isso não significa que essas medicações sejam ruins ou devam ser evitadas: significa que precisam ser utilizadas na pessoa certa, na dose certa e com monitoramento adequado.</p><p>Muitos medicamentos podem aumentar os riscos</p><p>Esse assunto ganha importância especial no Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro. Neste ano, a campanha internacional chama atenção justamente para a segurança no cuidado das doenças crônicas. Hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e doença renal frequentemente coexistem, fazendo com que uma mesma pessoa utilize diversos medicamentos e seja acompanhada por diferentes profissionais ao longo da vida.</p><p>Na prática clínica, um dos problemas que mais observo é justamente a fragmentação dessas informações. Um medicamento é prescrito por um profissional, outro é acrescentado posteriormente e, em algum momento, o paciente ainda inclui por conta própria um anti-inflamatório, suplemento ou medicamento vendido sem receita.</p><p>Separadamente, cada decisão pode parecer pequena. Quando reunimos tudo, porém, podem surgir interações, alterações do potássio, queda da pressão arterial, desidratação ou até injúria renal aguda.</p><p>Avaliar a função dos rins também faz parte da segurança</p><p>Por isso, conhecer a função renal é parte da segurança do tratamento. A creatinina no sangue é importante, mas não deve ser interpretada isoladamente. A partir dela e de outras informações, estimamos quanto os rins conseguem filtrar. As recomendações internacionais atuais reforçam que essa capacidade de filtração deve ser considerada na dose de medicamentos eliminados pelos rins e reavaliada sempre que a condição clínica do paciente mudar.</p><p>Há ainda uma atitude muito simples que pode evitar problemas: manter uma lista atualizada de todos os medicamentos utilizados, incluindo suplementos e produtos vendidos sem receita e apresentá-la em cada consulta. Em pessoas com doença renal, essa revisão deve ser periódica. E nenhuma medicação de uso contínuo deve ser suspensa ou ter sua dose modificada por conta própria.</p><p>Segurança medicamentosa não significa ter medo dos remédios. Pelo contrário: significa conseguir utilizar todo o benefício que eles oferecem reduzindo riscos evitáveis. Uma pergunta simples na próxima consulta pode fazer diferença: <strong>“Minha função renal permite que eu continue usando esta medicação nesta dose?”</strong> Cuidar dos rins também significa usar medicamentos de forma inteligente e segura.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Imagem: Freepik]]></media:title> 
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		</item>
		<item>
			<title>Congelei meus óvulos: a quantidade que tenho é suficiente para ter um filho no futuro?</title>
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			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 13:00:06 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[É uma das perguntas mais frequentes depois do procedimento de congelamento de óvulos: “Os que eu congelei são suficientes?” A resposta depende de dois fatores que andam juntos — e que a tecnologia hoje ajuda a entender com muito mais precisão do que há alguns anos: a idade no momento da coleta e a qualidade de cada óvulo.Por que a idade importa tanto?Os óvulos não envelhecem no nitrogênio líquido. A qualidade que você congela hoje é a qualidade que estará disponível no...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>É uma das perguntas mais frequentes depois do procedimento de <strong>congelamento de óvulos</strong>: “Os que eu congelei são suficientes?” A resposta depende de dois fatores que andam juntos — e que a tecnologia hoje ajuda a entender com muito mais precisão do que há alguns anos: a idade no momento da coleta e a qualidade de cada óvulo.</p><p>Por que a idade importa tanto?</p><p>Os óvulos não envelhecem no nitrogênio líquido. A qualidade que você congela hoje é a qualidade que estará disponível no futuro — independentemente de quando você decidir usá-los. É por isso que o momento da coleta é tão determinante.</p><p>De forma geral, modelos preditivos baseados em grandes estudos indicam as seguintes referências:</p><p><strong>Até 35 anos:</strong> 10 a 15 óvulos maduros tendem a oferecer boa probabilidade de pelo menos uma gravidez bem-sucedida.</p><p><strong>Entre 35 e 37 anos:</strong> recomenda-se buscar entre 15 e 20 óvulos para manter chances próximas às de <strong>mulheres</strong> mais jovens.</p><p><strong>Entre 38 e 40 anos:</strong> pode ser necessário chegar a 20 ou 30 óvulos, muitas vezes com mais de um ciclo de estimulação.</p><p>Esses números são referências, não garantias. O que define o resultado real não é apenas a quantidade, mas a qualidade de cada óvulo — e é aqui que a tecnologia mudou o jogo.</p><p>O que a IA Violet faz diferente?</p><p>Até pouco tempo atrás, a avaliação da qualidade dos óvulos era feita exclusivamente pelo olhar do embriologista ao microscópio. Um trabalho especializado e criterioso, mas com limites: o olho humano não consegue captar todos os detalhes que uma imagem carrega.</p><p>A Violet é uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pela empresa Future Fertility que analisa as fotografias de cada óvulo coletado após a punção ovariana. O sistema foi treinado com mais de 650.000 imagens de óvulos e seus respectivos resultados clínicos, o que permite identificar padrões que indicam o potencial de desenvolvimento de cada um.</p><p>O resultado é um relatório personalizado que mostra, óvulo por óvulo, a probabilidade de cada um se desenvolver em um blastocisto — o embrião no quinto ou sexto dia de desenvolvimento, estágio em que as chances de implantação são mais altas. O relatório também traz uma estimativa geral das chances de gravidez com o conjunto de óvulos congelados.</p><p>Essa informação é valiosa em dois momentos: logo após a coleta, para decidir se um segundo ciclo de estimulação seria recomendável para ampliar as chances; e anos depois, quando a paciente decide usar os óvulos, para planejar o tratamento com mais dados em mãos.</p><p>A Violet não garante gravidez. Nenhuma tecnologia faz isso. Ela oferece uma camada extra de informação que complementa — e não substitui — a avaliação médica e embriológica. A decisão sobre quantos ciclos fazer, quando usar os óvulos e qual protocolo seguir continua sendo do médico, em conjunto com a paciente.</p><p>O que muda é a qualidade da conversa: em vez de trabalhar apenas com estimativas baseadas na idade, é possível olhar para os seus óvulos especificamente e tomar decisões com dados mais individualizados.</p><p>Se você já passou pelo congelamento e tem dúvidas sobre o que fazer com as informações que tem, ou ainda está pensando em preservar a fertilidade, converse com seu médico sobre o que os seus números significam para o seu caso. A resposta certa não é a mesma para todas as mulheres — e é exatamente por isso que a medicina reprodutiva continua avançando.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Imagem: Magnific]]></media:title> 
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		</item>
		<item>
			<title>Novo desafio da longevidade: chegar mais longe com autonomia e energia</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10541/novo-desafio-da-longevidade-chegar-mais-longe-com-autonomia-e-energia.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 09:00:05 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[*Artigo escrito por Kleber Medici, advogado, empresário e proprietário do Studio BiotechDurante muito tempo, pensar em longevidade era falar quase exclusivamente em viver mais. Hoje, essa conversa está mudando. Chegar aos 80, 90 ou 100 anos continua sendo uma conquista, mas importa cada vez mais como queremos chegar lá.Ter mobilidade, disposição, independência e energia para continuar fazendo aquilo que gostamos passa a ser tão relevante quanto o número de anos vividos.Longevidade...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>*Artigo escrito por Kleber Medici, advogado, empresário e proprietário do Studio Biotech</p><p>Durante muito tempo, pensar em <strong>longevidade</strong> era falar quase exclusivamente em viver mais. Hoje, essa conversa está mudando. Chegar aos 80, 90 ou 100 anos continua sendo uma conquista, mas importa cada vez mais como queremos chegar lá.</p><p>Ter <strong>mobilidade</strong>, disposição, independência e energia para continuar fazendo aquilo que gostamos passa a ser tão relevante quanto o número de anos vividos.</p><p>Longevidade deixa de ser apenas uma questão de tempo e passa a ser também uma questão de autonomia.</p><p>Essa visão se aproxima do conceito de envelhecimento saudável defendido pela Organização Mundial da Saúde.</p><p>Para a OMS, o ponto central não é chegar à maturidade sem nenhuma doença, mas preservar a “capacidade funcional”: movimentar-se, tomar decisões, atender às próprias necessidades e participar da sociedade.</p><p>O foco deixa de ser apenas a idade cronológica e passa para aquilo que continuamos capazes de fazer ao longo da vida.</p><p>Há um desafio nessa discussão. Estudo publicado em 2025 na Communications Medicine, do grupo Nature, analisou 183 países e encontrou uma diferença mediana de 9,1 anos entre expectativa de vida e expectativa de vida saudável.</p><p>Estamos vivendo mais, mas esses anos adicionais nem sempre vêm acompanhados, na mesma proporção, de saúde e capacidade funcional. E essa distância entre lifespan e healthspan tende a aumentar.</p><p>Não por acaso, a longevidade aparece entre as prioridades do universo wellness. Pesquisa da McKinsey com mais de 9 mil consumidores nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e China mostrou que até 60% consideram o envelhecimento saudável uma prioridade alta ou muito importante.</p><p>Entre os principais desejos estão preservar independência, função cognitiva, prevenir doenças crônicas e manter bons níveis de energia.</p><p>A busca, portanto, não é apenas por uma vida mais longa, mas por uma vida que continue funcionando bem. É aí que <strong>longevidade e alta performance se encontram</strong>.</p><p>Durante anos, performance esteve associada à intensidade, produtividade e capacidade de suportar cargas cada vez maiores.</p><p>Hoje, ganha espaço outra leitura: performar bem também significa sustentar essa capacidade ao longo do tempo.</p><p>De pouco adianta viver no limite, alternando produtividade intensa e exaustão. A alta performance está muito mais na constância do que no pico.</p><p>Por isso, energia e recuperação passam a ocupar posição estratégica. Energia não é apenas disposição momentânea para enfrentar um dia cheio. Ela depende de sono, atividade física, alimentação, saúde muscular, gerenciamento do estresse e equilíbrio entre estímulo e recuperação.</p><p>Recuperar também não significa fazer menos, mas permitir que o organismo esteja preparado para responder novamente. Cuidar da recuperação hoje é preservar capacidade para amanhã.</p><p>Tecnologia, avaliações corporais e estratégias personalizadas entram nessa equação como ferramentas para conhecer melhor o corpo e acompanhar mudanças antes que se tornem limitações.</p><p>Segundo o Global Wellness Institute, a economia mundial do wellness chegou a US$ 6,8 trilhões em 2024, o dobro de 2013, e pode alcançar US$ 9,8 trilhões em 2029. Os números refletem uma mudança na forma como as pessoas pensam saúde, prevenção e qualidade de vida.</p><p>Esta é a hora de atualizar também nossa ideia de alta performance. Ela não deveria ser medida apenas pelo quanto conseguimos produzir, treinar ou entregar hoje, mas pelo quanto de capacidade preservamos para continuar fazendo isso amanhã e nos próximos anos.</p><p>Longevidade não é só acrescentar anos à vida, mas chegar a eles com autonomia, energia, movimento e liberdade para escolher como queremos vivê-los.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Foto: Freepik]]></media:title> 
			</media:content> 
		</item>
		<item>
			<title>Jovem morre por meningite e profissionais de saúde são afastados na Serra</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10540/jovem-morre-por-meningite-e-profissionais-de-saude-sao-afastados-na-serra.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 01:00:07 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[A Prefeitura da Serra pediu o afastamento dos profissionais que atenderam Sabrina Gomes Monteiro, de 25 anos, na Unidade de Pronto Atendimento de Castelândia, para investigar o atendimento à jovem, que morreu por meningite em 5 de setembro, no Hospital Dório Silva.Segundo a família, Sabrina começou a passar mal em 30 de agosto e procurou a unidade cinco vezes. A mãe, Rosimar Fernandes, afirmou que a jovem recebia medicação e era liberada. Os médicos teriam levantado a suspeita de...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A Prefeitura da <strong>Serra</strong> pediu o afastamento dos profissionais que atenderam <strong>Sabrina Gomes Monteiro</strong>, de 25 anos, na Unidade de Pronto Atendimento de Castelândia, para investigar o atendimento à jovem, que morreu por meningite em 5 de setembro, no Hospital Dório Silva.</p><p>Segundo a família, Sabrina começou a passar mal em 30 de agosto e procurou a unidade cinco vezes. A mãe, Rosimar Fernandes, afirmou que a jovem recebia medicação e era liberada. Os médicos teriam levantado a suspeita de <strong>meningite</strong> apenas após o agravamento do quadro.</p><p>Na sexta-feira (5), Sabrina chegou ao Hospital Dório Silva e foi internada diretamente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu. A certidão de óbito aponta edema cerebral e meningite bacteriana aguda como causas da morte.</p><p>Rosimar questionou a atitude dos médicos que não se atentaram à gravidade do quadro da filha mesmo após várias consultas.</p><p><strong>“Quando o médico abre o computador, aparece quantas vezes o paciente esteve lá na unidade, por que na segunda ou terceira vez que minha filha foi e ainda estava consciente, por que não correram com ela? É como se tivesse arrancado um pedaço de mim. Não foi uma peça de roupa que eu perdi, foi uma filha”</strong>, disse.</p><p>Em nota, a Prefeitura da Serra informou que solicitou o afastamento dos profissionais envolvidos nos atendimentos para que os fatos sejam investigados. O município não detalhou quais medidas serão adotadas durante a apuração.</p><p>Sintomas podem evoluir em horas</p><p>O médico infectologista Bill Bassetti explicou que a meningite pode causar sintomas fora do sistema nervoso, como dores no corpo, dores musculares, câimbras e manchas pelo corpo, conforme o tipo de bactéria. Em seguida, a doença pode provocar náuseas, vômitos e sonolência.</p><p>Segundo o profissional, o quadro pode evoluir em dias ou até em horas, a depender da bactéria que causa a infecção.</p><p><strong>“O paciente pode ter outros sintomas fora do sistema nervoso, fora da cabeça. Como dor muscular, cãibras, manchas do corpo, dependendo da bactéria. Alguns dias depois ou horas depois, dependendo da bactéria, começa a ter sinais de vômito, náuseas, sonolências, dependendo da bactéria que causa essa meningite”</strong>, explicou.</p><p>Em adultos, os sintomas iniciais podem ser semelhantes aos de outras doenças, e a vacinação é apontada como a principal forma de prevenção.</p><p>Dados apresentados como da Secretaria Estadual de Saúde apontam o registro de 746 casos suspeitos de meningite no estado até o momento. Desse total, 209 foram confirmados e 52 pessoas morreram. No mesmo período do ano passado, foram registradas 43 mortes pela doença.</p><p>*Com informações da repórter Gabriela Valdetaro, da TV Vitória/Record</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Foto: Arquivo Pessoal]]></media:title> 
			</media:content> 
		</item>
		<item>
			<title>Sair do piloto automático: uma pausa para cuidar da saúde mental</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10537/sair-do-piloto-automatico-uma-pausa-para-cuidar-da-saude-mental.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 21:00:06 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[Por Roberta Petrocchi, médica de Família e Comunidade, pós-graduada em Psiquiatria e professora do curso de Medicina da FAESAVivemos em um tempo acelerado, superficial e de excessos. Novas necessidades são criadas a todo momento e a comparação é fomentada por meio das redes sociais. Mergulhados em múltiplas demandas e em cobranças de diferentes tipos e níveis, percebemos muitas vezes que estamos vivendo no “piloto automático”, sem pausas, sem respiros e sem descanso. Tal cenário ]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Por Roberta Petrocchi, médica de Família e Comunidade, pós-graduada em Psiquiatria e professora do curso de Medicina da FAESA</p><p>Vivemos em um tempo acelerado, superficial e de excessos. Novas necessidades são criadas a todo momento e a comparação é fomentada por meio das redes sociais. Mergulhados em múltiplas demandas e em cobranças de diferentes tipos e níveis, percebemos muitas vezes que estamos vivendo no “<strong>piloto automático</strong>”, sem pausas, sem respiros e sem descanso. Tal cenário contribui fortemente para o boom de transtornos mentais nos últimos anos: <strong>insônia</strong>, <strong>ansiedade</strong>, <strong>depressão</strong>, <strong>burnout</strong>, prejuízos na concentração e na memória fazem parte da realidade da maioria dos Brasileiros.</p><p>Tendo consciência de que tais transtornos são multifatoriais e que o estilo de vida está diretamente relacionado à sua manifestação, mas também à sua remissão, torna-se necessário, mesmo que desafiador, retornarmos a hábitos naturais e ancestrais. Hoje temos segurança científica que nos respalda a prescrever e praticar hábitos esquecidos pelas últimas gerações, como exposição à luz solar regularmente, ter momentos de conexões sociais de qualidade, priorizar uma alimentação in natura ou minimamente processada, ter uma rotina ativa com o corpo em movimento no dia a dia.</p><p>Reduzir o uso de telas e luzes brancas principalmente ao fim do dia, além de criar o hábito de praticar atividades de relaxamento, como práticas meditativas, atividades de mindfulness, ioga, oração e atividades manuais, nos ajudam a gerenciar o estresse e contribuem para melhora da saúde mental e bem-estar.</p><p>É importante lembrar que o ser humano é biologicamente um ser gregário, por isso, quando possui senso de pertencimento e propósito, fica naturalmente melhor emocionalmente. Além disso, quando fomentamos uma cultura de cooperação e motivação temos comprovadamente uma melhor regulação dos níveis de estresse do organismo.</p><p>Por fim, e não menos importante, precisamos lembrar do hábito mais essencial da nossa natureza: a respiração! Parar por alguns segundos para fazer respirações conscientes é fundamental para nossa autorregulação e para nos lembrar que nosso ritmo fisiológico é diferente deste que nos tem sido imposto.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Foto: Magnific]]></media:title> 
			</media:content> 
		</item>
		<item>
			<title>Medicamento aprovado nos EUA pode ajudar a preservar músculos no emagrecimento</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10534/medicamento-aprovado-nos-eua-pode-ajudar-a-preservar-musculos-no-emagrecimento.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
			<guid isPermaLink="true">https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10534/medicamento-aprovado-nos-eua-pode-ajudar-a-preservar-musculos-no-emagrecimento.html</guid>
			<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 17:00:18 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[A agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), aprovou um novo medicamento para o tratamento da atrofia muscular espinhal (AME), uma doença genética rara que provoca perda progressiva de força e de massa muscular.O medicamento, chamado Isembyld, tem como princípio ativo o apitegromab-mstn e poderá ser utilizado por adultos e crianças a partir de 2 anos que já fazem tratamento direcionado ao gene SMN2.A aprovação, porém, também chama atenção por...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A agência reguladora dos <strong>Estados Unidos</strong>, a Food and Drug Administration (FDA), aprovou um novo medicamento para o tratamento da <strong>atrofia muscular espinhal (AME)</strong>, uma doença genética rara que provoca perda progressiva de força e de massa muscular.</p><p>O medicamento, chamado <strong>Isembyld</strong>, tem como princípio ativo o apitegromab-mstn e poderá ser utilizado por adultos e crianças a partir de 2 anos que já fazem tratamento direcionado ao gene SMN2.</p><p>A aprovação, porém, também chama atenção por outro motivo. A mesma substância está sendo estudada como uma possível estratégia para <strong>reduzir a perda de massa muscular durante o emagrecimento provocado pela tirzepatida</strong>, princípio ativo de medicamentos como o <strong>Mounjaro</strong>, conhecido como caneta emagrecedora.</p><p>Um estudo de fase 2 publicado na revista científica Nature Medicine apresentou resultados iniciais sobre a preservação da massa magra.</p><p>Medicamento atua diretamente sobre o músculo</p><p>A atrofia muscular espinhal é provocada por alterações genéticas que comprometem a produção de uma proteína necessária à sobrevivência dos neurônios responsáveis pelos movimentos.</p><p>À medida que a doença progride, a perda da função muscular pode dificultar atividades como sentar, caminhar e até respirar.</p><p>Os tratamentos já disponíveis para a AME atuam principalmente sobre a causa genética da doença, aumentando a produção da proteína necessária para a preservação dos neurônios motores. O apitegromab segue outro caminho.</p><p>A substância bloqueia a ativação da <strong>miostatina</strong>, uma proteína que funciona como um regulador natural do crescimento muscular. A proposta é favorecer a capacidade dos músculos e, consequentemente, contribuir para a função motora.</p><p>Assim, o medicamento atua como complemento às terapias que já interferem no mecanismo genético da doença.</p><p>Estudo envolveu 188 pacientes</p><p>A decisão da FDA foi baseada em um estudo que acompanhou <strong>188 pacientes com idades entre 2 e 21 anos</strong>. Todos tinham AME, apresentavam limitações para se movimentar de forma independente e já utilizavam uma terapia direcionada ao gene SMN2.</p><p>Os participantes receberam apitegromab ou placebo por meio de infusão intravenosa, uma vez a cada quatro semanas, durante 52 semanas.</p><p>Na principal análise, que considerou 156 crianças entre 2 e 12 anos, os resultados apontaram diferença entre os grupos. Entre aqueles que receberam a dose de 10 mg/kg do medicamento, <strong>34,2% apresentaram melhora clinicamente significativa da função motora</strong>, contra 13,5% entre os que receberam placebo.</p><p>Como ocorre com outros medicamentos, também foram observados eventos adversos. Entre os mais frequentes estavam infecções das vias respiratórias superiores, vômitos, tosse, dor de cabeça, gastroenterite e faringite.</p><p>A FDA também incluiu alertas relacionados ao risco de fraturas e a cuidados durante a gravidez, devido ao potencial de danos ao feto.</p><p>Qual a relação com as canetas emagrecedoras?</p><p>A relação com a tirzepatida está ligada a uma questão que ganhou espaço com a popularização dos medicamentos usados para emagrecimento: <strong>a perda de peso pode envolver não apenas gordura, mas também massa magra, que inclui músculos</strong>.</p><p>Foi nesse contexto que pesquisadores avaliaram se o apitegromab poderia ajudar a preservar parte dessa massa durante o tratamento com tirzepatida. O estudo <strong>EMBRAZE</strong>, de fase 2, reuniu 102 adultos com sobrepeso ou <strong>obesidade</strong>, sem diabetes, em sete centros nos Estados Unidos.</p><p>Todos os participantes receberam tirzepatida e metade também recebeu apitegromab, enquanto a outra metade recebeu placebo.</p><p>Depois de 24 semanas, a quantidade total de peso perdida foi semelhante entre os grupos. A diferença apareceu na composição dessa perda: quem recebeu o apitegromab perdeu, em média, <strong>1,9 quilo a menos de massa magra</strong>.</p><p>De acordo com os pesquisadores, o resultado correspondeu a uma <strong>preservação relativa de 54,9% da massa magra</strong>.</p><p>Resultado ainda precisa de estudos maiores</p><p>Apesar dos resultados iniciais, a pesquisa sobre o uso do apitegromab junto à tirzepatida ainda tem limitações.</p><p>O estudo teve apenas <strong>102 participantes</strong> e acompanhou os voluntários durante 24 semanas. Esse período é considerado limitado para avaliar os efeitos e a segurança da estratégia no longo prazo.</p><p>Além disso, o estudo foi financiado pela <strong>Scholar Rock</strong>, empresa responsável pelo desenvolvimento do apitegromab, que também participou do processo de desenvolvimento e análise da pesquisa.</p><p>Por isso, os resultados devem ser interpretados dentro do contexto do estudo e não significam que o medicamento já possa ser utilizado para evitar perda muscular durante o emagrecimento.</p><p>*Com informações do Metrópoles.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Imagem: Freepik]]></media:title> 
			</media:content> 
		</item>
		<item>
			<title>Por que integrar dados virou desafio para hospitais?</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10528/por-que-integrar-dados-virou-desafio-para-hospitais.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 13:00:15 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[Com o objetivo principal de promover a aplicação prática da tecnologia e da transformação digital na gestão de instituições de saúde e na sustentabilidade do setor, foi realizado nos dias 16 e 17 de setembro, em São Paulo, o Healthcare Innovation Show (HIS) 2026 que reuniu discussões sobre governança de dados, inteligência artificial, interoperabilidade e transformação digital na saúde. Empresa capixaba de tecnologia participou do evento e conta um pouco do que aconteceu por...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Com o objetivo principal de promover a aplicação prática da tecnologia e da transformação digital na gestão de instituições de saúde e na sustentabilidade do setor, foi realizado nos dias 16 e 17 de setembro, em São Paulo, o <strong>Healthcare Innovation Show (HIS) 2026 que</strong> reuniu discussões sobre governança de dados, inteligência artificial, interoperabilidade e transformação digital na saúde. Empresa capixaba de tecnologia participou do evento e conta um pouco do que aconteceu por lá.</p><p>Entre os destaques do evento, estiveram as soluções voltadas à integração de informações e ao uso da tecnologia para apoiar processos e decisões na gestão hospitalar, segundo Vinicius Franco, diretor e cofundador da plataforma capixaba Datasigh, que levou ao HIS seu sistema de gestão hospitalar.</p><p><strong>Dados que ajudam a tomar decisões</strong></p><p>Para Vinicius Franco, a fragmentação das informações pode dificultar decisões e gerar perdas na operação das instituições.</p><p><strong>“Hospitais e clínicas produzem diariamente uma grande quantidade de dados, mas muitos deles ficam distribuídos entre diferentes sistemas, planilhas e processos. Gestores de saúde não sofrem por falta de dados, mas porque as informações estão fragmentadas</strong>“</p><p>Na prática, a falta de integração pode afetar processos como o acompanhamento de glosas, o controle de estoques e a ocupação das agendas médicas. Quando diferentes áreas trabalham com informações que não estão conectadas, parte do potencial desses dados se perde.</p><p>É nesse ponto que entra a <strong>interoperabilidade</strong>, capacidade de diferentes sistemas, redes e dispositivos trocarem informações de maneira automática e segura.</p><p><strong>Tecnologia com impacto na operação</strong></p><p>A discussão sobre integração não está restrita à área de tecnologia. No <strong>HIS 2026</strong>, a interoperabilidade apareceu justamente como uma questão estratégica para as instituições de saúde, ao lado de temas como governança de dados, segurança da informação e inteligência artificial.</p><p>A inteligência artificial também começa a ser incorporada a processos hospitalares, incluindo recursos para transcrição de consultas e apoio à decisão clínica. O desafio, nesse cenário, é fazer com que essas ferramentas estejam conectadas aos sistemas utilizados no cotidiano e produzam informações que possam ser aproveitadas pelas equipes.</p><p>Para Vinicius, essa mudança altera a própria forma de encarar a tecnologia dentro das instituições. <strong>“A integração deixou de ser projeto de TI e virou decisão de sobrevivência financeira da instituição”, conclui o gestor de plataforma de Softwares e Sistemas para Gestão de Hospitais e Clínicas.</strong></p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Registro da participa&ccedil;&atilde;o da empresa de gest&atilde;o hospitalar no evento de tecnologia, inova&ccedil;&atilde;o e neg&oacute;cios em sa&uacute;de, realizado em S&atilde;o Paulo]]></media:title> 
			</media:content> 
		</item>
		<item>
			<title>Sangramento nasal frequente é preocupante? Veja quando procurar ajuda</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10517/sangramento-nasal-frequente-e-preocupante-veja-quando-procurar-ajuda.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 09:00:20 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[O sangramento nasal, chamado tecnicamente de epistaxe, é extremamente comum e, na maioria das vezes, não representa uma doença grave. Poucos são os casos que necessitam de atendimento médico. Apesar disso, saber reconhecer as situações que exigem investigação é importante, especialmente quando o sangramento é intenso, recorrente ou acompanhado de outros sintomas.A epistaxe ocorre quando pequenos vasos sanguíneos superficiais da mucosa de revestimento nasal se rompem. A maior parte...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O sangramento nasal, chamado tecnicamente de epistaxe, é extremamente comum e, na maioria das vezes, não representa uma doença grave. Poucos são os casos que necessitam de atendimento médico. Apesar disso, saber reconhecer as situações que exigem investigação é importante, especialmente quando o sangramento é intenso, recorrente ou acompanhado de outros <strong>sintomas</strong>.</p><p>A epistaxe ocorre quando pequenos vasos sanguíneos superficiais da mucosa de revestimento nasal se rompem. A maior parte dos episódios origina-se na região anterior do septo nasal, onde existe uma concentração de vasos superficiais particularmente suscetíveis ao ressecamento e aos traumatismos.</p><p>O que fazer durante um sangramento nasal?</p><p>O que fazer durante um sangramento nasal? A primeira providência é manter a calma e sentar-se, inclinando discretamente a cabeça para frente. Inclinar a cabeça para trás não é recomendado, porque facilita a passagem do sangue para a garganta, levando à deglutição e podendo provocar náuseas, vômitos ou engasgos.</p><p>Com os dedos, deve-se comprimir firmemente a parte macia do nariz, logo abaixo da região óssea, mantendo ambas as narinas fechadas continuamente. A compressão deve ser sustentada, por pelo menos 5 minutos, sem ficar soltando o nariz repetidamente para verificar se o sangramento parou.</p><p>Se o sangramento for volumoso, não diminuir com compressão adequada, provocar fraqueza, palidez, tontura ou dificuldade respiratória, ou se houver grande quantidade de sangue descendo pela garganta, é recomendável procurar atendimento médico de urgência.</p><p>Quais são as causas mais prováveis do sangramento?</p><p>Em pessoas saudáveis, que apresentam um episódio pequeno e isolado, as causas mais prováveis são locais e benignas. Ressecamento da mucosa, exposição a ambientes com baixa umidade, rinite, infecções respiratórias, assoar o nariz vigorosamente, manipulação nasal e pequenos traumatismos podem romper vasos superficiais.</p><p>Quando os episódios se repetem, entretanto, outros fatores precisam ser pesquisados e o atendimento médico especializado é necessário. O médico investigará as principais condições que levam ao sangramento recorrente, avaliará os medicamentos utilizados pelo paciente, principalmente anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, pois eles podem aumentar a intensidade e prolongar a duração de uma hemorragia. História pessoal ou familiar de sangramentos anormais também é relevante em alguns casos.</p><p>Pressão alta é causa do sangramento?</p><p>A pressão arterial frequentemente está elevada durante um episódio de epistaxe, inclusive em consequência da ansiedade provocada pelo próprio sangramento. A hipertensão arterial pode estar associada a episódios mais difíceis de controlar em determinados pacientes, mas encontrar pressão elevada durante a hemorragia não significa automaticamente que ela seja a causa direta do sangramento.</p><p>Em pessoas mais idosas, deve-se ter atenção adicional aos sangramentos de origem na região posterior das fossas nasais. Eles podem ser mais volumosos, difíceis de visualizar e apresentar maior necessidade de tamponamento ou internação para controle.</p><p>Sangramento nasal em crianças costuma ser menos preocupante</p><p>Nas <strong>crianças</strong>, o sangramento nasal também é muito frequente e costuma ser ainda menos preocupante. A maioria dos episódios tem origem anterior e está relacionada a fatores locais. Manipular o nariz com os dedos, pequenos traumatismos, crostas, ressecamento da mucosa e inflamações associadas à rinite estão entre as situações mais comuns.</p><p>Os pais frequentemente se assustam com a quantidade aparente de sangue, especialmente quando o episódio ocorre durante a noite e mancha roupas ou travesseiros. Na maioria das crianças, entretanto, a epistaxe é de pequena intensidade e responde às medidas conservadoras. Intervenções importantes e hospitalização são necessárias apenas em uma minoria dos casos.</p><p>A atitude inicial mais importante é realizar corretamente a compressão nasal e observar a evolução. O que modifica a preocupação médica não é simplesmente a presença de sangue, mas sua quantidade, duração, frequência, lateralidade e associação com outros sintomas.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Imagem: Magnific]]></media:title> 
			</media:content> 
		</item>
		<item>
			<title>Poluição do ar pode aumentar risco de glaucoma e catarata, alerta estudo; entenda a relação</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10508/poluicao-do-ar-pode-aumentar-risco-de-glaucoma-e-catarata-alerta-estudo-entenda-a-relacao.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 21:00:17 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[A poluição do ar e a exposição prolongada a partículas finas representam um alerta crescente para a saúde dos olhos. Uma meta-análise apresentada no congresso da European Society of Cataract and Refractive Surgeons (ESCRS), que reuniu 41 estudos observacionais e dados de milhões de pessoas, encontrou uma associação direta entre níveis elevados de poluentes no ar e a maior ocorrência de glaucoma e catarata.Segundo o levantamento, pessoas residentes nas áreas mais poluídas...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A poluição do ar e a exposição prolongada a partículas finas representam um alerta crescente para a saúde dos olhos. Uma meta-análise apresentada no congresso da European Society of Cataract and Refractive Surgeons (ESCRS), que reuniu 41 estudos observacionais e dados de milhões de pessoas, encontrou uma associação direta entre níveis elevados de poluentes no ar e a maior ocorrência de glaucoma e catarata.</p><p>Segundo o levantamento, pessoas residentes nas áreas mais poluídas apresentaram até <b data-path-to-node="4" data-index-in-node="84">70% mais chances de desenvolver glaucoma</b> em comparação às expostas aos menores índices de contaminação. Além disso, a cada incremento na exposição ao material particulado fino (PM2,5), o risco de glaucoma subiu 8%, enquanto o de catarata aumentou 4%.</p><p>Como a poluição afeta a visão</p><p>O médico oftalmologista Bruno Valbon explica que o impacto decorre da vulnerabilidade natural dos olhos ao meio ambiente e do tamanho microscópico dos poluentes.</p><p>“Os olhos estão constantemente em contato com o ambiente externo. Partículas muito pequenas, como o PM2,5, conseguem penetrar profundamente no organismo e podem contribuir para processos inflamatórios e de estresse oxidativo. Na região ocular, esses mecanismos podem favorecer danos às estruturas dos olhos ao longo do tempo”, esclarece o especialista.</p><p>O médico ressalta, contudo, que os dados demonstram uma associação estatística e não uma relação direta de causa e efeito. Fatores como idade, genética, histórico familiar e condições sistêmicas de saúde continuam desempenhando papéis centrais no diagnóstico.</p><p>Por se tratarem de condições que evoluem de forma silenciosa, consultas e exames periódicos continuam sendo a principal estratégia de diagnóstico precoce e preservação da saúde visual.</p><p><b data-path-to-node="11" data-index-in-node="0">Glaucoma e catarata: entenda o impacto de cada condição</b></p><p><b data-path-to-node="12,0,0" data-index-in-node="0">Glaucoma:</b> Doença silenciosa caracterizada por danos progressivos ao nervo óptico, podendo levar à perda irreversível da visão. Como costuma ser assintomática nas fases iniciais, quando o paciente nota falhas no campo visual, o comprometimento do nervo já pode ser severo.</p><p><b data-path-to-node="12,1,0" data-index-in-node="0">Catarata:</b> Consiste na opacificação do cristalino (a lente natural do olho). Embora associada prioritariamente ao envelhecimento, o estresse oxidativo provocado por agentes ambientais pode interferir na saúde cristalina.</p><p><b data-path-to-node="14" data-index-in-node="0">Cuidados em dias de baixa qualidade do ar</b></p><p>Em períodos de alta contaminação atmosférica, o especialista recomenda adotar medidas preventivas simples para proteger a superfície ocular:</p><p>Reduzir a exposição prolongada em ambientes abertos em dias de ar crítico;</p><p>Evitar coçar ou esfregar os olhos com frequência;</p><p>Manter a higienização constante das mãos;</p><p>Utilizar colírios e tratamentos apenas sob orientação médica prévia;</p><p>Manter a rotina de exames preventivos, principalmente para grupos de risco.</p><p><b data-path-to-node="18" data-index-in-node="0">Sinais de alerta para procurar um oftalmologista</b></p><p>Sintomas oculares persitentes demandam avaliação médica imediata. Fique atento a:</p><p>Visão embaçada ou névoa constante;</p><p>Dificuldade progressiva para enxergar de perto ou de longe;</p><p>Perda periférica ou central do campo visual;</p><p>Percepção de halos brilhantes ao redor de luzes;</p><p>Qualquer alteração repentina na qualidade da visão.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[M&eacute;dico: Part&iacute;culas muito pequenas, como o PM2,5, conseguem penetrar os olhos
O m&eacute;dico oftalmologista Bruno Valbon explica que o impacto decorre da vulnerabilidade natural dos olhos ao meio ambiente e ]]></media:title> 
			</media:content> 
		</item>
		<item>
			<title>Oito em cada dez médicos de UTI precisam de atenção à saúde mental, aponta estudo</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10505/oito-em-cada-dez-medicos-de-uti-precisam-de-atencao-a-saude-mental-aponta-estudo.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
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			<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 21:00:07 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[79,7% dos médicos que atuam em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no Brasil precisam de algum tipo de atenção relacionada à saúde mental. Os dados são de um levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), realizado com profissionais de todos os estados e do Distrito Federal.De acordo com o “Inquérito Nacional sobre a Força de Trabalho Médica nas UTIs Brasileiras“, 48,5% dos médicos apresentam níveis elevados de esgotamento mental, enquanto 31,2% indicam...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>79,7% dos médicos que atuam em Unidades de Terapia Intensiva (<strong>UTIs</strong>) no Brasil <strong>precisam de algum tipo de atenção relacionada à saúde mental</strong>. Os dados são de um levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), realizado com profissionais de todos os estados e do Distrito Federal.</p><p>De acordo com o “Inquérito Nacional sobre a Força de Trabalho Médica nas UTIs Brasileiras“, 48,5% dos médicos apresentam níveis elevados de esgotamento mental, enquanto 31,2% indicam esgotamento moderado.</p><p>A pesquisa também identificou <strong>baixa satisfação com o trabalho e distanciamento emocional entre colegas</strong>, fatores que podem dificultar a percepção de que é necessário buscar ajuda e contribuir para a naturalização do sofrimento dentro da própria profissão.</p><p>Pandemia aumentou pressão sobre profissionais</p><p>A pandemia de <strong>Covid-19</strong> tornou essa realidade ainda mais evidente. Foi nesse período que o nutrólogo e especialista em clínica médica Vitor Dalla, que escolheu a profissão ainda na infância, passou a lidar com uma rotina marcada pela incerteza e pela necessidade de tomar decisões diante de uma doença até então desconhecida.</p><p>Nós vimos, no meio de uma doença desconhecida, que a gente não sabia exatamente como tratava, como é que ela ia evoluir e o que ela ia se tornar no mundo. A gente não tinha noção do tamanho que ela ia se tornar.</p><p>Vitor Dalla, nutrólogo e especialista em clínica médica</p><p>O período exigiu dos profissionais adaptação rápida e enfrentamento de uma situação para a qual ainda não havia respostas consolidadas. Para quem trabalhava diretamente com pacientes graves, a pressão se somava ao contato diário com a possibilidade de agravamento e morte.</p><p>Estado de alerta pode esconder esgotamento</p><p>Outro ponto levantado é a dificuldade de reconhecer o próprio desgaste. Acostumados a permanecer em estado de alerta durante o atendimento, profissionais podem acabar tratando sintomas de esgotamento como parte normal da rotina.</p><p>São profissionais que cuidam de pacientes em situações críticas. Lidam com pacientes que precisam de um cuidado bastante intensivo e muitas vezes um cuidado que não é somente de ponto de vista técnico.</p><p>Eduardo Luchi, presidente da Associação Brasileira de Medicina Intensiva</p><p>Para Vitor, o profissional, com o passar do tempo, acaba banalizando a própria situação. “Ele está sempre em estado de alerta, ou seja, está sempre com o pé no burnout.”</p><p>O burnout está relacionado ao estresse crônico no trabalho e pode envolver exaustão, distanciamento emocional e redução da percepção de realização profissional. No caso dos médicos intensivistas, a exposição constante a situações de alta complexidade pode ampliar essa sobrecarga.</p><p>Espírito Santo tem mais de 1,3 mil leitos de UTI</p><p>No Espírito Santo, são <strong>1.337 leitos de UTI</strong>, além de <strong>315 médicos especialistas e 67 profissionais em formação</strong> na área. O estudo da Amib não apresenta um recorte específico sobre burnout entre médicos que atuam no Estado.</p><p>Para Vitor, apesar das dificuldades da profissão, a medicina continua representando uma realização pessoal.</p><p>“Eu sou muito realizado com a profissão que eu tenho, por ter me tornado médico. Na infância, significava meu sonho e, hoje, eu posso dizer que eu sou realizado com a minha profissão”, afirma.</p><p>*Com informações do repórter Lucas Pisa, da TV Vitória/Record.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Imagem: Magnific]]></media:title> 
			</media:content> 
		</item>
		<item>
			<title>Ana Maria Braga sofre lesão nos olhos após dormir com ar-condicionado; entenda</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10495/ana-maria-braga-sofre-lesao-nos-olhos-apos-dormir-com-ar-condicionado-entenda.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
			<dc:creator xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">Redação</dc:creator>
			<guid isPermaLink="true">https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10495/ana-maria-braga-sofre-lesao-nos-olhos-apos-dormir-com-ar-condicionado-entenda.html</guid>
			<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 17:00:16 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[A Ana Maria Braga usou o programa “Mais Você” (TV Globo) para fazer um alerta sobre o cuidado com os olhos. A apresentadora contou que, depois de dormir com o ar-condicionado ligado durante a noite na função quente, sofreu uma fissura na córnea.“Esqueci de desligar o ar-condicionado e o que aconteceu? Levantei hoje chorando. É um alerta para todo mundo. A córnea é muito sensível, você fica com ele um pouquinho aberto só e ele vai ressecar. E dói muito”, relatou a...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A <strong>Ana Maria Braga</strong> usou o programa “Mais Você” (TV Globo) para fazer um alerta sobre o cuidado com os olhos. A apresentadora contou que, depois de dormir com o ar-condicionado ligado durante a noite na função quente, sofreu uma fissura na córnea.</p><p><strong>“Esqueci de desligar o ar-condicionado e o que aconteceu? Levantei hoje chorando. É um alerta para todo mundo. A córnea é muito sensível, você fica com ele um pouquinho aberto só e ele vai ressecar. E dói muito”</strong>, relatou a apresentadora no programa.</p><p>De acordo com o oftalmologista José Álvaro Pereira Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Córnea (SBC), entidade filiada ao Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o ar-condicionado reduz a umidade relativa do ar e, de fato, pode causar o ressecamento nos olhos.</p><p>(O ressecamento) vai ser mais evidente em pessoas que já têm o olho seco previamente, que já têm alterações na lágrima, algo muito importante para a saúde da superfície ocular.</p><p>Oftalmologista José Álvaro Pereira Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Córnea (SBC)</p><p>Ao diminuir a umidade do ar, o aparelho aumenta a velocidade do ressecamento da lágrima dos olhos, o que causa a exposição de terminações nervosas da córnea.</p><p>“É neste momento que surgem os sintomas de irritação, sensação de areia [nos olhos] e dor, além de embaçamento visual. A lágrima é muito importante para regularizar a superfície da lente da córnea e permitir a visão”, detalha Gomes.</p><p>Isso ocorre tanto no uso normal, gelando, quanto na função de esquentar. Neste segundo caso, a reação pode acontecer com mais intensidade.</p><p>Segundo Gomes, a situação é pior em épocas mais secas e quentes. “Calor + secura + ar-condicionado propicia o aumento da evaporação da lágrima e mais irritação.”</p><p>Dormir com o ar-condicionado ligado, seja na função fria ou quente, é algo normal. Gomes, no entanto, destaca que algumas pessoas não fecham os <strong>olhos</strong> por completo ao longo do sono, condição chamada de lagoftalmo, o que aumenta a possibilidade de agravos.</p><p>“Ao dormir com o olho entreaberto, a fenda que fica aberta vai ser muito mais suscetível à evaporação, e o dano, consequentemente, vai ser pior”, explica.</p><p>Pessoas que fizeram cirurgias oculoplásticas também estão mais expostas ao ressecamento. O procedimento causa uma pequena retração palpebral e o olho também pode não fechar completamente durante a noite.</p><p>O <strong>uso de tela</strong> também pode influenciar o ressecamento. “A pessoa que trabalha muito tempo em frente ao computador normalmente pisca menos, deixando o olho aberto por mais tempo. Em um ambiente com ar-condicionado, isso é mais um fator para ressecar a superfície do olho, expondo as terminações nervosas”, diz Gomes.</p><p>A limpeza do ar-condicionado também é fundamental. Ao não trocar os filtros com frequência, mais partículas podem circular pelo ar e, consequentemente, aumentar as irritações. “Em resumo, ar-condicionado excessivo, frio ou quente, por muito tempo pode piorar a lubrificação do olho”, cita o oftalmologista.</p><p>?Para evitar o ressecamento, Gomes cita que fazer uso de umidificadores de ar ou de colírios lubrificantes mais viscosos podem ajudar.</p><p>Utilizar máscaras para os olhos para dormir também pode ser útil, em especial em casos de abertura palpebral durante o sono.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Ana Maria Braga, apresentadora. Foto: Instagram/@anamariabragaoficial]]></media:title> 
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			<title>Olheiras e pele sem viço: o que é o “rosto de ferritina” que viralizou</title>
			<link>https://noticiascapixaba.com.br/noticia/10488/olheiras-e-pele-sem-via-o-o-que-ac-o-a-rosto-de-ferritinaa-que-viralizou.html</link>
			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
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			<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 13:00:09 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[Olheiras marcadas, pele pálida, falta de viço e aquela aparência de quem não descansou o suficiente. Esses sinais passaram a ser chamados nas redes sociais de “rosto de ferritina”, em vídeos que relacionam mudanças na aparência à falta de ferro no organismo.O termo ganhou força no TikTok e voltou a repercutir nos últimos dias, principalmente entre mulheres que relatam cansaço, queda de cabelo e dificuldades para descobrir a origem dos sintomas. Apesar do nome convincente,...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Olheiras marcadas, pele pálida, falta de viço e aquela aparência de quem não descansou o suficiente. Esses sinais passaram a ser chamados nas <strong>redes sociais</strong> de “rosto de ferritina”, em vídeos que relacionam mudanças na aparência à falta de ferro no organismo.</p><p>O termo ganhou força no TikTok e voltou a repercutir nos últimos dias, principalmente entre mulheres que relatam cansaço, queda de cabelo e dificuldades para descobrir a origem dos sintomas. Apesar do nome convincente, “rosto de ferritina” não é uma condição reconhecida pela medicina.</p><p>A deficiência de ferro pode, de fato, provocar palidez e outros sinais visíveis. Isso não significa, porém, que seja possível descobrir se a ferritina está baixa apenas olhando para o espelho.</p><p><strong>O que é o “rosto de ferritina”?</strong></p><p>A expressão é usada nas redes para descrever um conjunto de características atribuídas à deficiência de ferro, como:</p><p>pele pálida ou sem viço;</p><p>aparência constante de cansaço;</p><p>queda ou afinamento dos cabelos.</p><p>O problema é que não existem critérios médicos para definir um “rosto de ferritina”. Olheiras, ressecamento e pele opaca podem aparecer por vários motivos, incluindo noites mal dormidas, desidratação, estresse, exposição ao sol, alergias, envelhecimento e alterações hormonais.</p><p>Já a palidez pode estar presente em pessoas com anemia, especialmente quando há redução da hemoglobina. Ainda assim, esse sinal isolado não permite identificar a causa do problema.</p><p>A tendência pode servir como um alerta para prestar atenção ao próprio corpo, mas não deve ser usada como uma forma de autodiagnóstico.</p><p><strong>O que é ferritina e por que ela é importante?</strong></p><p>A <strong>ferritina é uma proteína que ajuda a indicar como estão os estoques de ferro no organismo. </strong>A dosagem dessa substância no sangue é utilizada para investigar deficiência ou sobrecarga do mineral.</p><p>O resultado, no entanto, precisa ser interpretado junto com o histórico do paciente, os sintomas e outros exames.</p><p>Isso acontece porque processos inflamatórios e infecções podem elevar a ferritina. Em determinadas situações, portanto, o resultado pode estar normal ou alto mesmo quando a quantidade de ferro disponível não é suficiente.</p><p>Também não existe um valor que possa ser analisado da mesma maneira para todas as pessoas. Idade, sexo, gravidez, presença de inflamação e método utilizado pelo laboratório interferem na avaliação.</p><p><strong>É possível descobrir a falta de ferro pelo rosto?</strong></p><p>O rosto pode dar pistas, mas não confirma a deficiência.</p><p>A pele mais pálida que o habitual está entre os possíveis sinais da anemia por deficiência de ferro. O mesmo vale para a parte interna das pálpebras e para as mucosas, que podem apresentar uma coloração menos avermelhada.</p><p>Olheiras e pele sem viço, por outro lado, são sinais pouco específicos. Uma pessoa pode apresentar essas características e ter níveis adequados de ferritina. Também é possível ter deficiência de ferro sem qualquer alteração facial evidente.</p><p>Por isso, não é recomendado comparar o próprio rosto com fotografias publicadas nas redes ou iniciar um tratamento com base apenas na aparência.</p><p><strong>Quais sintomas realmente merecem atenção?</strong></p><p>Quando a quantidade de ferro disponível diminui, o organismo pode ter dificuldade para produzir hemoglobina, substância presente nas células vermelhas do sangue e responsável pelo transporte de oxigênio.</p><p>Entre os sintomas associados à anemia por deficiência de ferro estão:</p><p>cansaço persistente e falta de energia;</p><p>pele mais pálida que o habitual.</p><p>Algumas pessoas também relatam dificuldade de concentração, redução do rendimento físico, queda de cabelo e unhas mais frágeis. Esses sinais, assim como as alterações no rosto, também podem estar relacionados a outras condições.</p><p>A suspeita se torna mais relevante quando vários sintomas aparecem ao mesmo tempo ou persistem mesmo após mudanças na rotina de sono e alimentação.</p><p><strong>Ferritina baixa é o mesmo que anemia?</strong></p><p>Não. A deficiência de ferro e a anemia estão relacionadas, mas não são exatamente a mesma coisa.</p><p>As reservas de ferro podem começar a cair antes que o nível de hemoglobina seja afetado. Nesse estágio, a pessoa pode ter ferritina baixa sem apresentar anemia no hemograma.</p><p>Se a deficiência continuar, a produção de hemoglobina pode ser prejudicada e evoluir para anemia por deficiência de ferro.</p><p>Por outro lado, nem todo caso de anemia é provocado pela falta do mineral. Deficiências de outras vitaminas, doenças crônicas, alterações genéticas e perdas de sangue estão entre as possíveis causas.</p><p>É por isso que observar apenas a hemoglobina ou somente a ferritina nem sempre é suficiente para compreender o quadro.</p><p><strong>Como o diagnóstico é feito?</strong></p><p>A investigação costuma começar com uma avaliação dos sintomas e do histórico de saúde. O profissional pode solicitar hemograma, dosagem de ferritina e outros exames relacionados ao transporte e ao aproveitamento do ferro.</p><p>O protocolo do Ministério da Saúde considera a ferritina sérica um dos parâmetros importantes para a confirmação da deficiência. O resultado, porém, precisa ser analisado com cuidado, especialmente na presença de inflamações.</p><p>Além de identificar a falta de ferro, é necessário descobrir por que as reservas diminuíram. Entre as causas possíveis estão:</p><p>menstruação com fluxo intenso;</p><p>sangramentos gastrointestinais;</p><p>gravidez, período em que a necessidade de ferro aumenta;</p><p>alimentação com quantidade insuficiente do mineral;</p><p>dificuldade de absorção intestinal;</p><p>cirurgias que alteram a absorção de nutrientes.</p><p>Tratar apenas o resultado do exame, sem investigar a causa, pode fazer com que o problema volte ou adiar o diagnóstico de outra condição.</p><p><strong>Tomar ferro por conta própria pode fazer mal?</strong></p><p>A popularização do “rosto de ferritina” também incentiva a procura por suplementos e infusões de ferro. Esses tratamentos podem ser necessários em casos confirmados, mas não são indicados para qualquer pessoa que apresente cansaço ou olheiras.</p><p>A dose e a forma de reposição dependem da intensidade da deficiência, da causa e das condições de saúde do paciente. Comprimidos de ferro podem provocar náusea, dor abdominal, constipação, diarreia e escurecimento das fezes.</p><p>O uso desnecessário também pode levar ao acúmulo do mineral no organismo. Por isso, suplementos e aplicações intravenosas devem ser usados apenas com orientação profissional.</p><p>A automedicação ainda pode criar uma falsa sensação de que o problema está sendo resolvido, enquanto a causa da perda de ferro permanece sem investigação.</p><p><strong>Quando procurar atendimento?</strong></p><p>A avaliação médica é recomendada quando o cansaço se torna frequente, há queda importante no rendimento, falta de ar, palpitações, tontura, dores de cabeça recorrentes ou palidez perceptível.</p><p>Mulheres com menstruação muito intensa, gestantes, pessoas que passaram por cirurgia bariátrica e pacientes com doenças que prejudicam a absorção intestinal devem ter atenção especial.</p><p>Falta de ar intensa, desmaio, dor no peito ou palpitações fortes exigem atendimento imediato. Para os demais casos, uma consulta e exames laboratoriais são o caminho seguro para descobrir se existe deficiência de ferro, em vez de tentar encontrar a resposta apenas no espelho.</p><p>A dermatologista Alisangela Durhan explica quais alterações na aparência podem estar relacionadas à ferritina baixa. Os sinais isolados, porém, não confirmam deficiência de ferro, que precisa ser investigada por meio de avaliação médica e exames.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Apar&ecirc;ncia cansada e olheiras s&atilde;o associadas ao chamado &ldquo;rosto de ferritina&rdquo;, mas n&atilde;o permitem diagnosticar defici&ecirc;ncia de ferro.]]></media:title> 
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			<title>Aceitar o filho que nasceu e se despedir do filho idealizado</title>
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			<category><![CDATA[Saúde]]></category>
			<author>fabriciorodriguespinto@gmail.com (Redação)</author>
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			<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 09:00:18 -0300</pubDate>
			<description><![CDATA[Antes mesmo de um filho nascer, os pais já começam a imaginá-lo. Pensam em como será sua aparência, sua personalidade, as atividades de que vai gostar e até nas habilidades que esperam que ele tenha. Imaginam uma criança organizada, estudiosa, sociável, caprichosa, obediente, boa nos esportes ou interessada em música.Então, o filho nasce e começa a mostrar quem realmente é.Às vezes, ele é muito diferente da criança que os pais imaginaram. Pode ser mais agitado, distraído,...]]></description>
			<content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Antes mesmo de um filho nascer, os pais já começam a imaginá-lo. Pensam em como será sua aparência, sua personalidade, as atividades de que vai gostar e até nas habilidades que esperam que ele tenha. Imaginam uma <strong>criança</strong> organizada, estudiosa, sociável, caprichosa, obediente, boa nos esportes ou interessada em música.</p><p>Então, o filho nasce e começa a mostrar quem realmente é.</p><p>Às vezes, ele é muito diferente da criança que os pais imaginaram. Pode ser mais agitado, distraído, desorganizado, tímido, sensível ou pouco habilidoso em atividades que a família valoriza. Pode não gostar de esportes, não ter interesse em tocar um instrumento ou apresentar dificuldades na escola. E muitos pais, mesmo amando profundamente seus filhos, têm dificuldade para aceitar que eles não correspondem à imagem que criaram.</p><p>Quando os pais precisam deixar de lado o filho idealizado</p><p>De alguma maneira, é necessário fazer um luto pelo filho idealizado. Não um luto pela criança que nasceu, mas pelas expectativas construídas antes que ela tivesse a oportunidade de mostrar quem é.</p><p>O problema começa quando os pais insistem tanto no filho que imaginaram que deixam de enxergar o filho real. A criança passa a receber, de diferentes formas, a mensagem de que precisa mudar para ser aceita. Ela percebe a frustração dos pais quando não consegue ter a letra mais bonita, tirar as melhores notas, fazer amigos com facilidade ou se destacar em alguma atividade.</p><p>Muitas vezes, os adultos dizem que estão apenas incentivando. Mas existe uma diferença entre incentivar uma criança a se desenvolver e tentar transformá-la em alguém que ela não é.</p><p>Incentivar é oferecer oportunidades, apoio e recursos. É ajudar a criança a melhorar aquilo que pode ser desenvolvido, respeitando seu ritmo, seus limites e suas características. Forçar é insistir para que ela corresponda a uma expectativa que pertence aos pais.</p><p>Aceitar um filho como ele é não significa deixar de educá-lo, não colocar limites ou acreditar que ele não pode evoluir. Também não significa desistir diante de uma dificuldade. Podemos ensinar organização, responsabilidade, autonomia e respeito. Podemos buscar ajuda quando percebemos que algo está dificultando seu <strong>desenvolvimento</strong>. O que não podemos é fazer a criança acreditar que sua natureza está errada.</p><p>Será que seu filho realmente deseja fazer determinada atividade ou você gostaria de vê-lo fazendo? Será que ele precisa melhorar aquele comportamento ou apenas não está agindo da maneira que você imaginou? Será que aquilo é uma dificuldade real ou apenas uma característica que incomoda porque foge do padrão esperado?</p><p>Cada criança tem características e talentos próprios</p><p>Quando tentamos encaixar nossos filhos em um modelo, podemos acabar apagando justamente aquilo que os torna únicos. Uma criança pode não ser boa nos esportes, mas ter uma enorme capacidade de criar. Pode não ser organizada, mas demonstrar sensibilidade para perceber o sofrimento do outro. Pode não corresponder às expectativas escolares e, ainda assim, possuir talentos que ainda não foram descobertos.</p><p>Nossos filhos não vieram ao mundo para cumprir o roteiro que escrevemos para eles. Vieram para descobrir quem são. Podemos orientar, oferecer recursos, colocar limites e ajudá-los a superar suas dificuldades, mas sem tentar mudar sua essência.</p><p>Talvez uma das tarefas mais difíceis da parentalidade seja justamente esta: abrir mão do filho que imaginamos para conseguir enxergar, conhecer e amar profundamente o filho que chegou.</p>]]></content:encoded>
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				<media:title type="html"><![CDATA[Imagem de aleksandarlittlewolf no Magnific]]></media:title> 
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